10 julho 2008
Escândalo chega na imprensa nacional
Daniel Dantas volta a ser preso pela PF
O banqueiro Daniel Dantas voltou a ser preso. O juiz decidiu pela prisão depois de analisar novas provas que, segundo ele, incriminam Dantas. A Polícia Federal de São Paulo foi encarregada de cumprir a ordem de prisão. Dantas havia deixado a carceragem da PF às 5h35 desta madrugada e até agora não retornou. Dantas, sua irmã Verônica e outros nove funcionários do banco Opportunity foram beneficiados por um habeas corpus concedido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, no final da noite desta quarta-feira (9). Todos tinham prisão decretada e foram procurados durante a Operação Satiagraha da PF, que investiga desvio de verbas públicas e crimes financeiros. Dois deles não chegaram a ser detidos. Os demais deixaram a carceragem da PF nesta madrugada. Leia mais no blog do Noblat. Beba na fonte.
"Incinerem tudo!". Foi a ordem

Durante reunião do Secretariado Estadual em Gravatal, no dia 3 de setembro de 2007, circulou a revista Metrópole com 23 fotografias do ex-governador Eduardo Moreira, outras tantas do secretário regional Gentil da Luz. Era o início da campanha de Moreira ao governo, em 2010. Vice-governador Leonel Pavan, espantado com a propaganda e com o número elevado de fotos de seu provável concorrente, profetizou: “Isto vai dar merda”. Chamou o secretário de Segurança, Ronaldo Benedet, e o secretário regional Acélio Casagrande para reiterar a advertência. A revista não tinha uma só foto de Pavan. Luiz Henrique, inteirado do conteúdo da revista, determinou que os milhares de exemplares fossem imediatamente incinerados. Leia nota completa no Moacir Pereira. Beba na fonte.
CPI da Descentralização dos Réus
Para o deputado Joares Ponticelli, o Governo está atuando como o “dono de banca de jogo do bicho caloteiro”. Para Ponticelli, quem do Governo achava que Nei “iria se perder, se atrapalhar, quebrou a cara. Ele foi sereno, preciso e apresentou documentos, como a nota fiscal do hotel onde a representante da Metrópole esteve hospedada em Itá”.
Já o líder do Bloco Parlamentar PP/PV, Silvio Dreveck, encontrou o nome para a possível CPI: poderia se chamar CPI da Descentralização dos Réus, misturando o nome do livro que está no foco do escândalo com os “réus”, os envolvidos por todo o estado, como os secretários de desenvolvimento regional citados nas “maracutaias” do livro de Nei.
O show do Nei Silva
No almoço de bancada do PMDB, terça-feira, o nervosismo era geral. Deputados esbravejavam e se perguntavam se não haveria maneira de estancar a sangria. Embora afirme que "tudo não passa de intrumento eleitoral", no dia do depoimento de Nei Silva, o líder Herneus de Nadal teve que socorrer-se de medicamento para acalmar os nervos. A prova de que o governo está acuado é que parte para a ofensiva tentando desqualificar quem o acusa. Rebater as acusações jamais. A liberação de gravações (legais, com autorização judicial ?) de conversa entre Nei Silva e o advogado do PP, Gley Sagás, é a prova da tensão do governo. Aliás, sempre que agiu sob pressão, o governo só fez crescer ainda mais o escândalo. Os "planos" engendrados pelos aspones governamentais acabam sendo tiro-no-pé. A prisão com flagrante forjado de Nei Silva é uma prova disso. A partir daí a "grande" imprensa (RBS), atropelada pelos blogs, começou a noticiar o escândalo que não parou mais de crescer.
Sindrome de Estocolmo
Nei Silva afirmou que a presença do delegado do Deic, Renato Hendges, não o constrangia. Pelo contrário "fui muito bem tratado pelo Renato e até fizemos amizade", afirmou Nei. Um dos momentos mais "emocionantes" da reunião foi a participação do delegado Renatão. Após a grave denúncia de que Renatão havia colocado seu nome sobre o carimbo com o nome do secretário Ivo Carminati (conhecido como inspetor Closeau, aquele do filme A Pantera Cor-de-rosa) Renatão pediu a palavra e, se dizendo nervoso, confessou que havia colocado o seu nome no documento usado no momento da prisão de Nei. Renatão, dizendo ser apartidário e profissional deu uma definição intreressante para a lambança entre a revista Metrópole e o governo do estado: “Parece aquela história do sujeito que quer receber dívida do jogo do bicho na Justiça”. O deputado Joares Ponticelli aproveitou o gancho e afirmou que banqueiro de bicho paga o prêmio e que no caso o caloteiro era o governo.
Escândalo com vida própria
Bem, agora é aguardar os próximos passos do escândalo que, pelo jeito, virou gente grande e anda sozinho. Os partidos PP, PT e PV agora querem convidar a ex-funcionária da revista Metrópole, Márgara Haddlich, para comparecer no plenarinho e, a exemplo de Nei Silva, abrir seu coraçãozinho e maravilhar os presentes com detalhes bem esclarecedores das relação incestuosa do governo com a Metrópole. Expectativa no ar. Márgara foi quem manteve contato mais assíduo e próximo com o governador Luiz Henrique da Silveira durante o período em que as relações entre governo e Metrópole eram "só alegria". Segundo relatou ao jornalista Cesar Valente, Márgara tem e-mails e provas das relações comerciais entre o governo e a revista. Coisa que ainda não apareceu e que desperta curiosidade geral.
Investigação no Ministério Público
Além da enxurrada de informações que diarimente são veiculadas na imprensa agora o Ministério Público Estadual também está investigando as denúncias contidas no livro A Descentralização no Banco dos Réus, do empresário Nei Silva. O Grupo Especial de Apoio ao Gabinete do Procurador Geral de Justiça (Geap), com três procuradores, está investigando as informações sobre os fatos ali narrados pelo dono da revista Metrópole. Duas representações são examinadas. Uma impetrada pelo Partido Progressista e outra enviada pelo juiz Leopoldo Bruggmann, em cuja vara tramita o processo criminal contra Nei Silva por suposta extorsão.
09 julho 2008
ANJ protesta contra censura a blog
08 julho 2008
Das colunas sociais para as policiais
PF enjaula Celso Pitta, Daniel Dantas e Naji Nahas

A Polícia Federal prendeu na manhã desta terça-feira o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, o banqueiro Daniel Dantas e o empresário Naji Nahas na operação denominada Satiagraha, que investiga desdobramentos do caso mensalão. Todos eles foram presos em suas residências nesta manhã. Segundo informações preliminares da assessoria de imprensa do órgão, Celso Pitta e Naji Nahas foram presos em São Paulo, e Daniel Dantas, no Rio de Janeiro.
De acordo com a Polícia Federal, foram expedidos 24 mandados de prisão e 56 de busca e apreensão. A PF informou que os três detidos encabeçam uma suposta quadrilha que teria cometido crimes financeiros. As investigações do caso começaram há um ano e meio.
No total, cerca de 300 policiais de quatro capitais brasileiras estão trabalhando na operação: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Brasília. A PF informa que doleiros conhecidos e familiares de Daniel Dantas, dono do grupo Opportunity, também estão entre os presos, mas ainda não divulgou os nomes. Mais esclarecimentos serão fornecidos pela PF em uma entrevista coletiva, que deve acontecer ainda nesta terça-feira, em São Paulo. Matéria do site UOL últimas notícias.
Márgara tem provas contra o governo
07 julho 2008
Saiu no DC
Deu no Roberto Azevedo, colunista do Diário Catarinense da RBS. Meu deus! Tá todo o mundo falando do assunto!
Contraponto
Empresário Ivonei Silva, o Nei, explica à coluna que não partiu dele o fax onde consta a relação de empresas vencedoras de licitação, fornecida pela Secretaria Regional de São Joaquim, e que circulou pelas redações na sexta-feira passada. O material serviria para a prospecção de clientes para a Revista Metrópole. Nei também afirma, com base na entrevista de Ivo Carminati à coluna, que o secretário "falta com a verdade" sobre o número de vezes que conversou com ele e sobre o fato de tê-lo ameaçado de prisão por extorsão.
Todo o mundo tá falando do escândalo
Deu no blog do Prisco Paraíso do jornal A Notícia do grupo RBS. Agora é sangria desatada:
Atrapalhado como nunca
O governo do Estado está devendo à opinião pública catarinense explicações mais convincentes e definitivas sobre o rumoroso caso do livro "A Descentralização no Banco dos Réus". Estranho que a gravação da conversa entre o empresário Nei Silva e o secretário Ivo Carminatti (Coordenação e Articulação) tenha partido do dono da revista "Metrópole". Normalmente, grava quem é alvo da extorsão.
Tenacidade
Nei Silva reitera, por e-mail, que o flagrante de extorsão foi construído pelo governo para desqualificar denúncias inseridas no livro. "Orientei Dr. Ricardo Gallotti (advogado) para solicitar ao juiz Leopoldo Brüggemann a liberação do livro para publicação."
O dono da revista "Metrópole" diz continuar empenhado em "desmascarar" o governo, acuado também com os processos que tramitam no Tribunal Superior Eleitoral, por abuso do poder econômico.
Mergulho
Praticamente todos os membros do governo já falaram sobre o episódio com a revista "Metrópole". Além do próprio governador e do vice, o secretário Ivo Carminatti, o presidente da Celesc, Eduardo Moreira, e vários secretários regionais. Quem ainda não deu o ar de sua graça, apesar de citado sistematicamente, é o secretário de Comunicação, Derly Anunciação.
Ponticelli pede investigação de Carminatti
Ponticelli não conseguiu encontra-se com o governador em exercício, Francisco Oliveira Filho, que estava fora do Centro Administrativo cumprindo uma agenda bastante concorrida. Nessa terça-feira Ponticelli vai entregar para a imprensa, cópia do documento encaminhado hoje.
Internet censurada
A restrição imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral ao uso da internet como instrumento de propaganda fechou as portas do mundo virtual para a divulgação de informação jornalística e de manifestações individuais sobre candidatos. A limitação está prevista na Resolução nº 22.718, uma espécie de guia para as eleições municipais deste ano. O ponto mais polêmico é o fato de o TSE ter equiparado legalmente a internet ao rádio e à televisão, que são concessões públicas. A legislação eleitoral proíbe a mídia eletrônica de difundir opinião favorável ou contrária a candidato e ainda de dar tratamento diferenciado aos postulantes. Já os jornais e revistas, que são empresas privadas, não sofrem restrições. Matéria completa no Folha online. Beba na fonte.
Candidato descuidado pode ser cassado
Partido do Crime tem até contrato social
"Como se fosse uma empresa, o Primeiro Comando da Capital não tem apenas "contrato social" - sua constituição criminosa com 16 artigos - que dita as regras para seus "empregados" dentro e fora dos presídios. A facção elabora também relatórios disciplinares. Neles são registradas as punições - ou seja, "suspensões do serviço" - e as exclusões, espécie de demissões por justa causa de seus integrantes ou "irmãos", chamados de "I" nos relatórios. Todos os casos são julgados por um "conselho" e a decisão é tomada por maioria de votos". Leia matéria completa no Estadão. Beba na fonte.
06 julho 2008
Marido traído
O presidente francês Nicolas Sarkozy foi o último a saber da libertação de Ingrid Betancourt. A operação das forças de inteligência colombiana, com treinamento de consultores israelenses, logística americana e apoio constante das temidas forças especiais britânicas Special Air Service (SAS) que conta com veteranos de todas as guerras do século XX, foi feita em segredo. O chefe de estado francês só ficou sabendo da liberação de Ingrid às 9:20 da noite do 2 de julho, quando ia encontrar-se com sua esposa Carla para jantar. Foi interrompido por um telefonema de um diplomata francês que lhe disse: "Ingrid foi libertada". Leia matéria completa em espanhol no El Clarim. Beba na fonte.
Campeche: Ambientalista condenada
A bióloga e oceanógrafa Tereza Cristina Pereira Barbosa (foto), do Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC, foi condenada pelo juiz Hélio do Valle Pereira, da Vara da Fazenda Pública da Capital, em ação civil pública promovida pela Fundação Municipal de Meio Ambiente - FLORAM, a demolir edificações e executar a recuperação ambiental em uma área de 3.663 m2 localizada na região conhecida como Mato de Dentro, no morro do Lampião, Campeche. A área é propriedade da ambientalista e endereço da ONG ISA - Instituto Sócio-Ambiental Campeche. O juiz condenou-a, também, ao pagamento dos honorários advocatícios arbitrados em R$4 mil, mais as custas processuais. Em 2003 foi divulgado no site do Movimento Campeche Qualidade de Vida - MCQV (www.campeche.org.br) uma denúncia de perseguição da Prefeitura Municipal contra Tereza Cristina Pereira Barbosa. A denúncia faz menção a um abaixo-assinado “da comunidade em repúdio à perseguição”, mas não há nenhum abaixo-assinado acessível no site. Matéria completa no site Ilha Capital. Beba na fonte.
Prisão de Nei foi tiro no pé
A entrevista de Márgara Hadlich, para o jornal Diarinho vem colocar mais gasolina na fogueira do escândalo das relações do governador Luiz Henrique com a Revista Metrópole. Todos os depoimentos públicos dos "laranjas" do governador vão caindo por terra dia-a-dia. Com a divulgação do diálogo do secretário Ivo Carminatti com Nei Silva pela RBS TV a coisa "garrou velocidade". Na verdade, sem a prisão do Nei Silva por extorsão, acredito que a RBS teria calado. Acabou tendo de divulgar a "armação" e aí a solução de gênio elaborada pelos aspones do governo virou um tiro no pé. A coisa está cada dia mais quente. Pelo que diz Márgara fica claro que a relação do governador com a revista é uma realidade. Os detalhes da reunião do secretariado em Itá e de outras reuniões das quais ela participou deixa claro o envolvimento de todo o governo Luiz Henrique. É, agora estão como rato em guampa: quanto mais corre mais se aperta.
Robert Doisneau
O martírio de Ingrid Betancourt
O que foi mais duro durante seu cativeiro?O mais duro? Tudo, mas se for preciso enumerar, eu diria que as correntes. Estar dormindo e acordar de um momento para o outro com as correntes. Isso faz a gente se sentir miserável. E ser tratada pior do que um cão. Isso é muito duro.
O que mais recorda desses momentos?
As marchas. Era terrível ter de marchar com a roupa úmida, caminhar sob maus-tratos permanentes, com animais à espreita, numa escuridão total e, na maioria do tempo, sob a chuva. O outro era a recusa de nos darem remédios. Eu adoeci de coisas simples, coisas que um tratamento simples poderia combater: diarréia, vômito, úlcera. Mas a guerrilha não queria me ajudar e foi por esse descaso que, em vários momentos, fiquei em estado grave. E a gente não se dá conta disso. Eu descobria a gravidade do meu estado no olhar de meus companheiros. Leia entrevista completa no Estadão. Beba na fonte.
