Líder nas pesquisas do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira, aproveita a folga para um banho de piscina no Flamengo. A saída de banho vermelha deve ser uma sinalização às esquerdas. Foto de Wilton Júnior
16 outubro 2008
Momento de descontração
Líder nas pesquisas do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira, aproveita a folga para um banho de piscina no Flamengo. A saída de banho vermelha deve ser uma sinalização às esquerdas. Foto de Wilton Júnior
Deram com os beiços na torneira
Estou curioso para ver a força da dupla Angela/Tico no resultado das eleições. Pela reação dos adversários devem ser fortes.
BB dá calote em clientes do Besc
Ilustração de matéria sobre o primeiro calote da dívida externa brasileira (1931) com o impacto da crise norte-americana em 1929. Sobre o calote que o Banco do Brasil está dando em mais de 15 mil cientes do finado BESC o blog do Moacir tem detalhes importantes. Beba na fonte.
O sereno e o destrambelhado

O candidato Republicano à presidência dos EUA John McCain reage de forma, digamos, símea, ao errar o caminho para sair do palco, após apertar a mão do candidato democrata, senador Barack Obama, ao final do último debate presidencial, ontem, na Universidade Hofstra em Hempstead, Nova Iorque. A foto é de Jim Bourg.
PP mobiliza o interior do Estado
Justiça decide: chopp tem que ter colarinho
Li hoje cedo no blog do Tambosi, achei interessante e repasso para vocês:O colarinho do chope deve ser considerado parte integrante do produto. A decisão, tomada pela 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), foi publicada na última semana no Diário Eletrônico da Justiça Federal da Região Sul.
Uma empresa de comércio de alimentos de Blumenau (SC) foi multada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), pois a bebida servida pelo estabelecimento incluía a espuma no volume total do produto. Segundo o fiscal do instituto, apenas o líquido poderia ser cobrado, desconsiderando a quantidade de espuma conhecida como "colarinho branco". A empresa recorreu contra a sentença de 1º grau, que manteve a multa em vigor.
No julgamento no TRF4, a 3ª Turma decidiu, por unanimidade, dar provimento à apelação do restaurante. Para a desembargadora federal Maria Lúcia Luz Leiria, relatora do processo no tribunal, "há um desvio na interpretação efetuada pelo fiscal do Inmetro". Conforme a magistrada, o chope sem colarinho não é chope. Ela considerou ainda que "o colarinho integra a própria bebida" e é o produto na forma de espuma, em função do processo de pressão a que é submetido. AC 2003.72.05.000103-2/TRF.
15 outubro 2008
OS BARES QUE TÊM ALMA

(para Carlos Bastos e Leônidas Nora)
Para quem chega pela ponte metálica “Dr. Diniz Assis Henning” vindo de Mafra (SC) encontra primeiro o bar do “Orli” e depois o “Café Avenida”, no lado direito da Rua 15 de Novembro, já em Rio Negro (PR). Após a Guerra do Contestado (1912-1916) os limites ficaram definidos. Saindo da ponte, você pode curtir aquela rua estreita e tomar uma cerveja ali no “Orli”, na quadra seguinte depois da Praça “Sargento Max Wolff Filho”. Orli Alves Coelho o proprietário, inaugurou o bar no final da década de 1950 e administra o estabelecimento com algumas peculiaridades que já fizeram a alegria dos estudantes da escola Lysímaco Ferreira da Costa, por exemplo, quando emprestava gravatas, roupas, “pindurava” a comida e até oferecia pousada para os mais descuidados. Isso quando não levava até sete estudantes no seu carro, em viagem única de carona, à escola agro-técnica, cerca de 12 quilômetros dali. Aos 81 anos, Orli ri quando se lembra daqueles tempos. A única coisa que mudou no ambiente foi o balcão, saindo do lado esquerdo e indo para a direita, onde ficou melhor, aliás, penso, como quase todos os meus conhecidos que militavam na esquerda... O chão de ladrilhos hidráulicos, ilustrados por pequenos cubos; o banheiro ladeia o corredor, pequeno, com a mesma cara desleixada de alguns freqüentadores que parecem ser os mesmos sempre, mas dando conta do recado e na extremidade, depois de um lance de escada em desnível, atrás de uma porta envidraçada, quatro mesas de snooker, testemunhas únicas daquela voragem do tempo que engole as pessoas mantendo os objetos que as viram pela última vez. Magro, alto, bem humorado, aparentando ter 20 a menos, com um fez de tricô na cabeça, semelhante a um árabe de férias, Orli continua fazendo tudo sozinho ali no bar. O ex-caminhoneiro, de Bom Retiro, inventou uma bebida em embalagens de dois litros, um kit que faz a alegria da população de baixa-renda e mantém o lugar animado nos finais de semana. A cerveja continua sendo chamada de “faixa-azul”, e a quem interessar a velha rivalidade entre o Peri-Ferroviário e o Operário, é a mesma. O Helton Sfair um cliente que acompanha a nossa conversa, afirma que às vezes tem de tomar conta do lugar porque o Orli sai. Confiança rara em se tratando de um bar, mas ninguém ali pensaria em tirar proveito de tal circunstância.
O Orli nunca casou, diz que “burro velho não se deixa amansar na carreta”. Leva tudo na graça, para bom entendedor basta a filosofia “lugar de porco é no chiqueiro, do cachorro na corrente e das visitas, na sala”, misturar isso já dá confusão. Quando estava juntando umas latinhas de cerveja, elogiei sua dedicação com o lixo, afirmou que guardava aquele vasilhame para uma “velhinha” que vinha buscar todos os dias... Rimos, afinal, na hora os 81 anos tinham o seu charme.
Vejo umas fotos antigas, reconheço meu professor de desenho, Lídio Redin e também o de português, Nivaldo Lang, ambos tinham sido mestres do meu pai, no Barão de Antonina, em Mafra... Vida curiosa, o último tinha me posto nas mãos o “Chapadão do Bugre” e “Vila dos Confins”, de Mário Palmério, livros emblemáticos que me deram a certeza de que a literatura era o caminho.
Alguém pediu uma cerveja na ponta do balcão, Orli respondeu “agora não posso, não vê que estou conversando”... Era assim, com aquele humor que justificava a sua longevidade.
Não precisei muito para provocá-lo, afinal 37 anos depois eu continuava sendo um dos seus clientes, ex-aluno da Escola Agrícola, minha surpresa fica por conta daquelas recordações, da memória viva, como se estivéssemos nos despedido ontem e os outros estivessem atrasados para aquele encontro!
Manédamus
Tem mais gente com bola de cristal além dos institutos de pesquisa:"Como o mané não perde uma oportunidade pra intisicar, já tem malino dizendo que a chuva, que não pára, tem ligação com a política. E que isso tá na previsão. Mas não do tempo. Na previsão de Nostradamus: No oitavo ano do terceiro milênio, no fim do mesmo mês que está na camisa do rei negro, na ilha habitada por bruxas, o ceú se vestirá de luto, e chorará dias e dias, enquanto a besta que veio do reino vizinho estiver vencendo a corrida. Enquanto o homem sem pêlos correr, haverá esperança, e aqueles que iludem o povo não poderão descansar. O líquido da vida poderá ser o líquido da morte, se a besta amarela sair vitoriosa".
BRAVO! BRAVO!
Relações de Daniel Dantas e Gilmar Mendes
Leitor atento levanta lebre
14 outubro 2008
Amin, comunistas e verdes
A tão propalada coletiva do Juninho em sua volta da Europa foi um tiro n'água. Teria sentido se ele tivesse tomado uma atitude diferente do seu partido, o Dem, que declarou apoio a Dário Berger. O menino se declarou neutro. Pôrra, neutro não é nada. É geléia, gelatina, pipoca, isopor, sei lá, é placebo. Quando a assessoria de imprensa dos demos começou a disparar releases anunciando a entrevista coletiva do Juniorzinho todos acharam que teriam novidade. Afinal, num movimento precipitado os demos deram apoio ao Luiz Henrique na capital e acabaram tomando uma ré em Joinville. Lá, o Pmdb resolveu ficar que nem o Juniorzinho, neutro, gelatina. Não vai apoiar o demo Darci de Matos. Já em Florianópolis Esperidião consegue arebanhar mais alguns apoios. Os comunistas do PPS se dividiram, enquanto Sérgio Grando garante uma vaga na Assembléia apoiando o candidato de LHS, três candidatos a vereador do seu partido manifestaram apoio a Amin. Mais um candidato do PV, ao contrário do "geléia geral" Gerson Basso, decidiu apoiar Amin.
O coveiro do PMDB
O PMDB finalmente percebeu que Luiz Henrique tem um projeto individual e que acabou enterrando o partido. Em Joinville decidiram, contra a vontade do "gênio político" liberar a rapaziada para votar em quem achar melhor. Como o PT aqui na capital, ao liberar o voto, acaba ajudando Dário Berger, em Joinville o PMDB acaba ajudando o Carlitos Merss que, a esta altura, já não precisa mais de ajuda. Luiz Henrique depois de aniquilar as três maiores lideranças do PMDB - Mariani (norte), Herneus (Oeste e meio oeste) e Pinho Moreira no Sul, conseguiu perder em todas as cidades pólos das SDRs. Se ferraram geral. De Dionizio Cerqueira a São Miguel do Oeste. De Maravilha a Palmitos. De Itapiranga a Concórdia. De Criciúma a Lages. De Rio Negrinho a Rio do Sul. De Joaçaba a Caçador. De São José a Joinville. Querem mais? É só procurar. Foi o maior fisco da história política do PMDB. Diminuiram em número de prefeituras e em densidade eleitoral. Perderam nos maiores e médios centros do estado. Ficaram com migalhas. Tudo em função do grande projeto de Descentralização. Luiz Henrique já está sendo chamado de "o coveiro do PMDB". Quem diria!
Quem sou eu?
Nesta altura da vida já não sei mais quem sou... Vejam só que dilema!!!
Na ficha da loja sou CLIENTE, no restaurante FREGUÊS, quando alugo uma casa INQUILINO, na condução PASSAGEIRO, nos correios REMETENTE, no supermercado CONSUMIDOR.
Para a Receita Federal CONTRIBUINTE, se vendo algo importado CONTRABANDISTA. Se revendo algo, sou MUAMBEIRO, se o carnê tá com o prazo vencido INADIMPLENTE, se não pago imposto SONEGADOR. Para votar ELEITOR, mas em comícios MASSA , em viagens TURISTA , na rua caminhando PEDESTRE, se sou atropelado ACIDENTADO, no hospital PACIENTE. Nos jornais viro VÍTIMA, se compro um livro LEITOR, se ouço rádio OUVINTE. Para o Ibope ESPECTADOR, para apresentador de televisão TELESPECTADOR, no campo de futebol TORCEDOR.
Se sou rubronegro, SOFREDOR. Agora, já virei GALERA. (se trabalho na ANATEL , sou COLABORADOR ) e, quando morrer... uns dirão... FINADO, outros .... DEFUNTO, para outros ... EXTINTO, para o povão ... PRESUNTO. Em certos círculos espiritualistas serei ... DESENCARNADO, evangélicos dirão que fui ..ARREBATADO.
E o pior de tudo é que para todo governante sou apenas um IMBECIL !!! E pensar que um dia já fui mais EU".
Luiz Fernando Veríssimo.
O PT amarelou
Cassaram o Gean
A justiça cassou o mandato do Gean. O Gean foi o vereador mais votado e é do ...pera um pouco aí. Pôrra, o cara é um guri e já transitou por todos os partidos políticos. Comenta-se na cidade que é o candidato dos demoleis que é a juventude da maçonaria. Bem, lembro muito bem da sua declaração na tv logo após ter sido eleito com a maior votação da capital. Agradeceu aos irmãos! Quantos irmãos tem o Gean? Só que é o seguinte, o cara dorme de um jeito e acorda de outro. Tão novinho e tão fisiológico. Pois agora o TRE cassou o mandato do cara. Claro, cabe recurso. Será que esse lance aí de ser dos bodes, como a massa ignara chama os maçons, tem alguma influência na justiça? Eu continuo achando que a justiça é cega. E que esse lance de maçonaria não tenha nenhuma influencia nas decisões da justiça. E tem mais, até onde eu saiba maçonaria é uma coisa do bem.
13 outubro 2008
O Ibope e os apoios a Amin
Entramos em uma semana decisiva para as eleições do segundo turno na capital. Embora Dário Berger tenha os números inconfiáveis do Ibope para embalar seu sonho de poder, Esperidião Amin vem com boas novidades. O apoio de Angela Albino não se resume na única novidade. A banda boa do PDT, capitaneada por Tico Lacerda, dá um outro sentido à campanha. Além de se posicionar internamente no PDT contra o fisiologismo barato de Maneca Dias e seus sequases, Tico empresta a Esperidião Amim um apoio jovem, oxigenado. Muito se fala na banda boa do PMDB, daquele antigo, honesto, aguerrido e guerreiro que estaria representado hoje no apoio silencioso de Édson Andrino. Na ala jovem dos demos é possível algum apoio a Esperidião Amin. Depois de todos os ataques mútuos entre Juninho e Dário é difícil esperar que os demos Jr. venham a nutrir alguma simpatia por Dário Berger. Embora dessa gente se espere qualquer coisa. Então temos aí uma pesquisa do Ibope, nunca confiável, vide eleições anteriores, publicadas antes dos apoios a Amin. Ou seja: descontados os"erros" do Ibope e somados os apoios ganhos por Amin temos uma briga interessante pela frente.
O exemplo da Angela Albino
Ao apoiar a candidatura de Esperidião Amin, Angela Albino mostrou que é uma política séria e que tem muito a fazer por esta cidade e talvez por por santa Catarina. Foi coerente com seu discurso de campanha. Foi a que mais bateu em Dário Berger denunciando as suas falcatruas e acusando-o de ficha-suja. Ângela, ao contrário do que se tornou normal em política, dizer uma coisa e fazer outra, se manteve firme em seu discurso e, embora ideológicamente diferente, manifestou apoio a Esperidião Amin. Na verdade sabe que está combatendo o mal que atacou sem trégua durante os debates eleitorais. Resistiu às pressões do PC do B nacional e recusou uma secretaria de estado oferecida por Luiz Henrique da Silveira. Com esta atitude de coerência e de recusar as benesses do poder se mostra uma política diferente, sem fisiologismos e interesses próprios. Um belo exemplo para nós simples eleitores que na maioria das vezes chegamos a um segundo turno e temos que escolher entre o menos pior.
O fim do capitalismo!

12 outubro 2008
Ziraldo e amigos
Adorei seu blog
Atenciosamente
Suely de Aguiar
