04 outubro 2008

Por Florianópolis contra os negociantes


Cheguei em Florianópolis no verão de 1976. Cheguei à noite pela ponte Hercílio LuzNo outro dia de manhã, desci do prédio onde estava hospedado e saí na Av. Hercílio Luz. Tinha um vento estranho, pra mim, mas era uma manhã de sol. Fiquei encantado com o vento e com a cidade. Decidi na hora que morariu aqui. Não voltei mais a Porto alegre nem para pegar as minhas coisas. Fiz vestibular na UFSC e meu primeiro emprego foi como intérprete de espanhol no Florianópolis Palace Hotel (Floph). Depois disso trabalhei como projetista com o arquiteto André Schmidt e com os uruguaios que fizeram o projeto da Rodoviária Rita Maria. Militei no movimento estudantil, fui editor de telejornalismo da RBS, repórter no jornal O estado e depois fundei o jornal Afinal. Sempre amei e admirei esta cidade. Acompanhei o seu boom imobiliário e o seu crescimento desordenado pautado pelos grandes empreiteiros macomunado com os maus políticos negociantes. Desses ainda existem remanscentes. Tenho quatro filhos nascidos e criados aqui. Sempre participei politicamente na defesa desta cidade. Amanhã estarei, mais uma vez, na luta contra os vendilhões do templo, os arrivistas, os negociantes de licenças ambientais, os corruptos e os maus empresários que em nome de criar empregos e trazer o progresso estão destruindo a nossa cidade. Nossa sim, embora nascido na fronteira com o Uruguay, me sinto um florianopolitano. Amanhã voto a favor de Florianópolis.

Mal intencionado é a mãe!

Sobre o vídeo em que aparece a mãe do candidato Jean Loureiro distribuíndo material de propaganda política dentro do Colégio Aderbal Ramos da Silva, publicado neste blog, tenho recebido alguns comentários anônimos dizendo que o vídeo não prova nada pois não aparece o local da sala de aula e nem alguma coisa que identifique o colégio e que este blog é mal intencionado. Pois bem, seus anônimos, prestem bem a atenção ao vídeo e abram bem os ouvidos para ouvir da própria Dona Judite que diz "eu vou trabalhar aqui no Aderbal" e depois ainda pergunta para o interlocutor: "voce vota aqui neste colégio?". A mãe do Jean estava há dias, segundo os alunos que filmaram a cena, fazendo campanha para o filho dentro de sala de aula do colégio Aderbal ramos da Silva. As cenas de crime eleitoral explicito foram gravadas por alunos de 17 anos do próprio colégio. Será que os jovens foram até o comitê do Jean filmar aDona Judite e depois dizer que ela estava dentro do aderbal? Assumam as cagadas anônimos em vez de ficar chamando este blog de mal intencionado. Mal intencionado é a mãe! Veja o vídeo de novo e confira.

Radiografia da Câmara de Vereadores


Estamos na boca das eleições municipais (amanhã, domingo) e a partir de agora todo cuidado é pouco. Pensar muito bem, escolher muito bem o que fica meio difícil com a troupe de candidatos que se apresentam por aqui. Temos candidatos de todos os tipos. De palhaço a ladrão. De ficha suja a ficha limpa, por enquanto. Temos envolvidos com falcatruas, licenças ambientais fraudulentas, contrabandistas, corruptos...enfim, uma representação realmente popular. Tem de tudo. A massa está aí representada, agora nos resta apenas escolher quem vai nos representar por quatro anos. Ou um safado ou um que ainda não se corrompeu e correrá o risco durante a legislatura. Ninguém escapa do canto da sereia. Quanto custa uma eleição para vereador da capital? Você imagina, caro (e)leitor? Uma baba! A grande maioria dos candidatos não tem a mínima condição de custear a sua candidatura. De onde vem o tutu? Daquele que ficará com o rabo do candidato preso por quatro anos. É difícil se tornar independente do financiador depois de eleito. Tem que pagar o "financiamento". Na maioria o pagamento é feito com mudança nas leis que favoreçam os grandes financiadores de campanha que não raramente são empreiteiros, incorporadores e empresa de serviços.

Câmara
A Câmara Municipal de Florianópolis tem atualmente 16 vagas para vereadores e um orçamento
em 2008 de R$ 28.789.150,00. Dividido por cada vereador, atinge-se a quantia de R$ 1.799.321,88 para cada um. É isso que custa, aos cofres públicos, cada cadeirinha na Câmara por ano. Florianópolis tem a Casa Legislativa mais cara da Região Sul, por habitante. É uma Câmara pouco transparente, não fornece dados de gastos por gabinete e nem sobre a frequencia dos vereadores ãs sessões e comissões. Cada vereador ganha um salário mensal de R$ 7.607,47 fora o"alho" como R$ 3 mil para gastos com material de escritório e R$ 11 mil para contratação de até oito assessores por gabinete. Ou seja, cada gabinete chega a um custo de R$ 21.607,47 por mês. Emprego do bom! O povo sempre foi bom empregador!

O troca-troca
Os 16 vereadores de Florianópolis estão divididos em nove partidos. O PP com a maior bancada ,
com 25% das cadeiras. O PMDB, embora tenha eleito apenas um vereador em 2004, é hoje a segunda maior bancada com três vereadores. O crescimento se deu na grande negociação feita por Luiz Henrique e Dário Berger. Dário se bandeou para Luiz Henrique e levou junto dois vereadores tucanos. É aquela coisa, tu elege um cara por um partido e depois ele se vende pra outro. No caso específico, o LHS deve ter feito o que se chama de "rebentona": três por tanto e tamo conversado. Com a infidelidade partidária a composiçào partidária da Câmara ficou assim:

Partido.................Bancada eleita....Bancada atual
PP............................................4................................4
PMDB......................................1................................3
PFL/DEM...............................3................................2
PTB..........................................2................................2
PSDB........................................3................................1
PCdoB......................................1.................................1
PL/PR......................................1.................................1
PT.............................................1.................................1
PRB..........................................0.................................1

Os vira-casaca
Vereador..................Partido eleito............Partido atual

Deglaber Goulart..................PSDB..................................PMDB
Gean Marques Loureiro......PSDB..................................PMDB
Alceu Nieckarz......................PL.......................................PRB
João Batista Nunes...............PFL.....................................PR

Enrrosco na justiça
Dois parlamentares têm processos no Tribunal de Justiça de Santa Catarina: Guilherme da Silva Grillo (PP) e Juarez Silveira (PTB). Grillo recorre de decisão de primeira instância que o condenou a dois anos de serviços comunitários e ao pagamento de dez dias-multa, por interceptação telefônica. Já Silveira tem duas condenações no Tribunal do estado. Em um caso, o TJ-SC manteve decisão anterior que lhe impôs pagamento de multa e restituição de verbas públicas irregularmente apropriadas, destinadas a viagens não realizadas. No outro caso, foi condenado a pagar multa civil e a devolver aos cofres públicos tudo o que recebera em
razão do exercício indevido do cargo de Diretor de Planejamento da Companhia de Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina (Codesc). Silveira exerceu simultaneamente os cargos públicos de diretor da Codesc e de vereador de Florianópolis. O petebista apresenta ainda uma execução fiscal de R$ 438.679,83 por sonegação de imposto de renda de pessoa física na Seção Judiciária estadual do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Citados em jornais por corrupção
Quatro vereadores são citados em matérias. Em notícia publicada em março de 2007 pelo Diário Catarinense, João Batista Nunes (PR) é acusado pelo dono de uma casa noturna de lhe pedir R$ 20 mil para intermediar a liberação de documentos que permitissem o funcionamento do estabelecimento.
O vereador João da Bega (PMDB) teve noticiado seu afastamento do cargo de diretor regional da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) por determinação da Justiça, que considerou o acúmulo dos cargos de diretor de empresa estatal e de vereador de Florianópolis um ato de improbidade administrativa. Segundo o Ministério Público, o parlamentar teria recebido, ilicitamente, R$ 52.164,84. Ainda de acordo com o A Notícia, a decisão liminar determinou os bloqueios de suas contas bancárias e de seus bens.
Em junho de 2007, foi reportada a prisão em flagrante do vereador Guilherme da Silva Grillo (PP) sob a acusação de ter grampeado o telefone do colega Juarez Silveira (PTB). A Justiça condenou-o a dois anos de prisão, substituídos por prestação de serviços comunitários, e dez dias-multa.
Juarez Silveira foi citado em diversas matérias por seu suposto envolvimento no esquema de compra e venda de licenças ambientais, desmontado pela Operação Moeda Verde da Polícia Federal, que culminou com a cassação do seu mandato. Apontado como líder da quadrilha, teve prisão temporária decretada e foi indiciado pela PF. O TJ julgou ilegal a sua cassação e o parlamentar voltou a ocupar o cargo após um ano. Seus processos por sonegação de imposto de a e acúmulo indevido de cargos públicos também foram noticiados pelos jornais.

Doações x patrimônios
O fato de, no Brasil, os candidatos a eleições serem obrigados a fornecer à Justiça Eleitoral a sua
declaração de bens, aliado a outra obrigação, a de informar os doadores de suas campanhas eleitorais, permite realizar outro tipo de comparação. Candidatos a eleições não apenas recebem recursos de financiadores de suas campanhas, mas também contribuem, eles próprios, não só para suas campanhas como, muitas vezes, para as campanhas de outros políticos.
Em 2006, Márcio José de Souza (PT) declarou não ter qualquer bem, mas doou à sua própria campanha a deputado estadual mais de R$ 80 mil.
No mesmo ano Alceu Nieckarz (PRB) disse ter doado a sua campanha a deputado federal uma quantia que representa mais de metade de seu patrimônio.

Bem caros leitores, espero ter colaborado para a sua decisão amanhã. Com esta pequena radigrafia do nosso parlamento municipal e de seus integrantes acredito que fique mais fácil escolher em quem não votar amanhã. Dados do site Transparência Brasil com matéria de Juliana Sakai.

O escritório do Hemingway

Olsen Jr.
Olá, Sérgio, salve!
Grato pela divulgação da última crônica "O Nome do Lugar" (A Notícia de 04 corrente) em que citei o nosso amigo, jornalista Ney Vidal, uma forma de "comprometê-lo" em fazer, de fato (e Afinal) o livro contando a história da Kibelândia.
Idéia boa a da ilustração, parabéns pela viagem e pela escolha do local para a pose, não faria diferente.
Um ressalva apenas, the old "Papa" Hemingway nunca morou na rua Mouffetard, calma que já explico..
Ele, junto com a primeira mulher, Hadley Richardson e um amigo (apresentado pelo escritor Sherwood Anderson) Lewis Galantière que os ajudou a encontrar a moradia, tratava-se de um lugar na rua do Cardinal Lemoine, 74, 4º andar. Segundo o biografo Carlos Baker (a melhor biografia de Hemingway que conheço das mais de 10 que li) "...era uma rua plebéia que partia do Sena, perto da Ponte Sully e terminava numa praça empedrada que tinha o nome de Place Contrescarpe"...página 101 do livro "Hernest Hemingway - o romance de uma vida'.
O endereço (em frente do qual você está) na rua Mouffetard (onde situava-se o Café des Amateurs que Hemingway chamava de "a cloaca da rua Mouffetard") descrito pelo próprio no livro "Paris é uma Festa", era uma "...maravilhosa rua comercial, sempre coalhada de gente que desemboca na Place Contrescarpe"... aí (na Mouffetard) estava localizado "...o hotel onde Verlaine morreu, em cujo último andar havia um quarto que então me servia de gabinete de trabalho"... ("Paris é uma Festa", página 08).
Quis enviar este comentário para o teu blog mas não sou muito bom nisso, assim, faço-o como uma curiosidade apenas para enriquecer o material já "incrementado" com o que foi dito e ecrescentado por você.
Abraço viking

Internet ultrapassa jornal impresso

A internet ultrapassou o jornal impresso como principal fonte de informação dos jornalistas. É o que indica o novo Barômetro de Imprensa, pesquisa bimestral on line feita pela FSB Comunicações para sondar opiniões dos jornalistas brasileiros sobre temas da profissão e da conjuntura nacional. Para 57% dos entrevistados, sites e blogs da internet constituem as principais fontes de informação usadas rotineiramente por eles. Os jornais estão em segundo lugar com 28% das respostas, seguidos pelo rádio e a televisão. Veja matéria completa no blog do Noblat. Beba na fonte.
Cartaz do Diarinho contra a tentativa de censura de imprensa
"O candidato a prefeito em Itajaí, Volnei Morastoni (PT), inconformado com o fato da Polícia Federal ter produzido um relatório de investigação onde ele aparece “ao natural”, resolveu que este jornal é um jornal ruim, feio e bobo. Acham, ele e sua turma, que praticamos aqui o mau jornalismo. Imaginam seus fãs, cegos de amor, que adulteramos informações". Leia artigo completo do Cesar Valente. Beba na fonte.

03 outubro 2008

Censura de imprensa

Mais uma do juíz Portelinha: "Mais uma vez o Excelentíssimo Juiz Eleitoral Portelinha decide pela Busca e Apreensão do Jornal Impacto SC edição n° 46 de 03 a 09 de Outubro a pedido do candidato Dário Berger. A solicitação se baseia em contrariedade das afirmações do Jornal Impacto SC. O jornal apresentou em sua edição censurada, provas de que o prefeito Dário Berger foi condenado, desmentindo suas afirmações públicas. Desgostoso com a verdade, Dário Berger usa mais uma vez a Justiça Eleitoral para impedir a divulgação da verdade. Vale ressaltar que Dário Berger foi condenado em primeira instancia, e ele tem a seu dispor um arsenal jurídico que lhe dá direito a vários recursos". Leia AQUI, a matéria censurada no jornal impresso, porém "não é de ser retirada da internet".

O nome do lugar


Para ilustrar o artigo do Olsen, casualmente tenho uma foto na frente da morada do Hemingway em Paris, nomesmo prédio onde também morou Paul Verlaine. A foto é na rua Mouffetard, no Quartier Latin.

Por: Olsen Jr.

Acompanhando o material que saiu na imprensa sobre o centenário da morte de Machado de Assis, diante de uma fotografia em preto e branco da Rua do Ouvidor, lembrei da primeira vez que fui ao Rio de Janeiro. Tinha 17 anos e fazia o primeiro ano de engenharia civil em Blumenau, mas não perdia de vista o fato de que pretendia “ser um escritor”. A escolha da engenharia era bronca antiga, uma vez que sempre fui mal a matemática, era movido pelo “espírito de contrariedade” como diziam na época.

No Rio, ficava na casa de minha tia-avó, Elvira Olsen Sapucaia (alô Dirce e Geovah?) na Rua Conde do Bonfim, Alto da Tijuca. Uma vez instalado, peguei um táxi e pedi “Rua do Ouvidor”... O cara ficou me olhando, talvez pensando “é o terceiro hoje”... Não falei nada, já curtindo o que iria encontrar lá.

Em minha cabeça estava claro que não faria nada no Rio sem antes conhecer a Ouvidor. Depois, tentei buscar algo, uma referência por onde começar, talvez, se tivesse sorte, poderia surpreender o Monteiro Lobato na única tentativa que fez para encontrar com Lima Barreto, saindo de um bar onde vislumbrou o escritor, mulato, engenheiro de formação, bêbado dormindo com a cabeça sobre os braços em uma das mesas, saindo sem acordá-lo... Comecei a rir comigo mesmo.

Quando fui à Buenos Aires pela segunda vez, já fazendo o curso de direito (aliás, a primeira vez tinha apenas passado por lá, rumo à La Plata onde participei do Iº Encontro Internacional de Filosofia do Direito, em 1982) hospedados na Avenida de Mayo, pegamos um táxi (Ma. Odete, Charlie e Michelle juntos) e fomos até a Rua Corrientes, 348... Estava certo que não faríamos nada ali sem antes conhecer o lugar eternizado no tango “A Media Luz”... O taxista fez a mesma cara de desapego, talvez pensando “é a décima família que levo pra lá hoje”... O lugar estava repleto de turistas, fotografando e filmando, em uma porta (tipo garagem) de cor verde escura havia uma imitação de pauta musical indicando a letra de Carlos Cesar Lenzi e música de Edgardo Donato, o resto ficava por conta de nosso imaginário... Ao longe, um out-door anunciando o jornal “El Clarin” que nos fez por os pés no chão.

Acabo de ler “Paris Não Tem Fim”, de Enrique Vila-Matas, escritor espanhol e que cita alguns endereços (todos tirados do “Paris é uma Festa”, de Hemingway) como o 27 da rue de Fleurus (onde morava Gertrude Stein e Alice B. Toklas) e aquela obsessão em repetir os passos do escritor norte-americano (leit-motiv do personagem, alter-ego do seu livro), no bar La Coupole (um dos locais freqüentados por Sartre e Simone de Beauvoir), o bar do Ritz (Petit Bar da rue Cambon) mais precisamente a adega, “libertada” por Hemingway em 25 de agosto de 1944, antes de terminar a IIª Grande Guerra Mundial, o Café de Flore (onde Sartre escreveu “A Náusea”), o 74 da rue Cardinal Lemoine (em cima de uma serraria onde Hemingway viveu no princípio dos anos vinte), o Café de la Paix e o Café Deux-Magots, o Café La Closerie des Lilás freqüentados pelos existencialistas e intelectuais... Esqueceu da Braserie Lipp`s (onde Joyce jantava com a família) ou na l`Odeon, 12 endereço da livraria Shakespeare and Company, de Sylvia Beach...

Os lugares freqüentados por pessoas famosas ganham uma aura duradoura, ficam eternizados, independente do vínculo que possamos ter com eles, a literatura permite esta certeza. Só uma constatação, agora que o jornalista Ney Vidal está organizando um livro para contar a história da “Kibelândia”, o bar mais antigo de Florianópolis, que mantém ainda a mística dos outsiders que o visitam desde o final da década de 1969 (quando foi fundado) e que sobreviveu ao período estratocrático mantendo a reputação de reduto de gente livre, inconformada e com idéias...

Falando nisso, continuo sendo contra!

O Betinho apagou

Não lembro direito em que ano trabalhei no Diário Catarinense e de repente o Betinho Hirtz pintou. Passei por lá cinco vezes. O DC ainda estava cheio de gaúcho fresquinho (no sentido orgânico) da Zero Hora. O editor chefe Armando Burd resolveu tirar da editoria de geral as notícias de polícia e criar uma editoria específica. Me convocou e assumi a editoria. Logo enseguida apareceu no DC uma trinca de "figuras" importadas de Portalegre. O Vilmo, o Betinho e o Siri. Bem, esse povo causou frisson na redação. Os "fresquinhos" de Portinho conheciam as figuras. Alguns diziam que foram "colaboracionistas" no período da ditadura na capital gaúcha. Tipo dedo-duro. A postura deles era de policiais. O Armando Burd me pediu para treinar o Betinho nas "lides" da edição e nos terminais de informática. O cara rapidamente pegou o lance e assumiu a editoria. Como conhecia polícia ficou como porco no barro. Vagabundo é vagabundo e tem que ser tripudiado. Criou um lance que chamava de "galeria dos horrores", uma parede cheia de fotos de pessoas mortas e ensanguentadas. Com o Vilmo e o Siri não trancei relação. Só que o Betinho, embora usasse um 38 na capanga, era diferente dos parceiros da trinca. Acabei gostando dele, achando o cara tipo "ponta firme", como eu me acho. Não furo. Não boto ovo no mato. Convivemos pouco, mas um dia tive um lance enviezado na minha vida e precisei de alguem que transitasse no universo dos "ratos". O Betinho careta, rato, reacionário não questionou: resolveu. Era meu amigo. Sem preconceitos. Soube há pouco que morreu hoje. Morreu acabou. Fica na lembrança dos amigos. Bye Betinho.

02 outubro 2008

Dossiê "Canga tricolor"

A vingança do Carlão começa a surtir efeito. Já estou recebendo centenas de e-mails sobre a minha foto "gremista". A coisa é mais séria do que eu pensava. Leiam comentário que recebi do jornalista Cesar Valente:

"Off topic: acabo de receber um dossiê-bomba que entre vários documentos comprometedores, tem uma foto tua, com uma camisa do Grêmio, todo triste, assistindo a um jogo de futebol com placar desfavorável. Segundo a perícia da Unicamp, a foto é original, não foi alterada digitalmente. Há suspeitas que o dossiê “Canga é tricolor” tenha sido elaborado pelo núcleo Paniz da Abin. Não vais tomar nenhuma providência a respeito?"

A vingança do Carlão

Pois é, o meu amigo Carlão, o jornalista Carlos Paniz, gremista doente, não gostou da brincadeira que fiz colocando foto dele com a camisa do Inter no meio da torcida colorada. Ele de fato estava na geral do Internacional pois, com sua lentidão, não conseguiu ingressos na ala reservada aos gremistas no Beira Rio, em Portinho. A foto com a nota do acontecido está mais abaixo. Clique aqui e veja. Parece que ficou chateado, andou esperneando e se queixando para os amigos da "sacanagem" que fiz com ele. Essa mania do amigo de levar tudo a sério pode lhe trazer complicações no seu coraçãozinho TRICOLOSSO, como gosta de dizer. Ainda mordido, o Carlão resolveu vingar-se e me dar o troco na mesma moeda, só que com um pouquinho de raiva. Espalhou pela globosfera uma foto minha vestindo a camiseta do "grêmo". Ô Carlão, não
esperava isso de ti. TU VAI VÊ!!!! Abaixo as duas fotos. Agora ficou tudo zerado. O Carlão é o colorado de chapéu. Perdendo de 4 estava mais contrariado que gato a cabresto!


Empresário desequilibra eleição em Jaraguá

Essa foi de cabo de esquadro. Quando os demos já contavam como garantida a eleição de Cecília Konell (DEM) em Jaraguá do Sul, Dionei da Silva (PT) ganhou o inesperado apoio do empresário Egon João da Silva, fundador da WEG. Egon é um dos maiores empresários do país e o seu gesto desequilibra totalmente o pleito na cidade.

Cadê o acervo de obras de arte do Besc?

Leitor preocupado: Ôi Canga, a cidade tá fervendo, não?
!É hora de perguntar onde foram parar as obras de arte pertencentes ao grande acervo adquirido pelo BESC, inclusive paineis de Martinho De Haro.O referido acervo é o segundo maior acervo público do Estado, só perdendo pro acervo do MASC.Com a fusão do BESC e BB como fica esse patrimônio??? Lá na agencia central não tem mais nadinha!!

01 outubro 2008

Em Brasília corredores vazios

Ricardo Wegrzynovski de Brasília

O Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal) estão em recesso branco, devido às eleições municipais. Nesta e na semana passada, nada foi votado. Somente um ou outro parlamentar apareceu para usar os plenários em sessões “não deliberativas”. No gabinete do deputado Mauro Mariani (PMDB) uma única assessora cumpre religiosamente o expediente. “Volta e meia pedem lá do Estado alguma foto dele e eu envio”, disse a assessora que acompanha as notícias do Estado pelos parcos jornais que recebe e pela internet.

Limpando o gabinete
Já no gabinete do deputado Nelson Goetten (PR-SC) os assessores aproveitaram o recesso branco para limpar as duas salas. Sem pestanejar, nesta quarta-feira (1) os assessores tiraram todos os móveis e utensílios para dar uma geral com água e sabão no gabinete. Ficaram assustados com os flashes das fotos, mas viram que era nada demais, só um repórter procurando assunto no recesso branco...

Recados ao lado

O deputado Carlito Merss (PT) simplesmente fechou o gabinete em Brasília. Na tarde desta quarta-feira um aviso na porta dava o tom do movimento “favor entregar correspondências nos gab. 373 ou 266”

Aposentadoria de Amin?


Na conversa que tive com a candidata Joaninha ontem, ela me contou de um bate-papo de bastidores com Esperidião Amin antes do debate na Band. Joaninha disse que perguntou o que ele estava fazendo ali. Já tinha sido governador duas vezes, prefeito, senador, enfim, para ela estava na hora de aposentar. A resposta foi surpreendente segundo a candidata. Esperidião confidenciou que o sonho dele é encerrar a carreira política como prefeito da capital. Será?

Meio amargo mas bom!



Diarinho detona corrupção em Itajaí


O jornal Diarinho, de Itajaí, tem dado provas de praticar o verdadeiro jornalismo. Como disse alguém (O Millor ou o Jaguar) "Jornalismo é oposição, o resto é secos e molhados". De secos e molhados estamos cheios por aqui na Capital. Com o diarinho é diferente. A capa de hoje, do jornal que já esgotou nas bancas, anuncia matéria sobre a Operação Influenza, onde vários políticos e empresários foram flagrados em uma "ação entre amigos" com dinheiro público, é claro. O jornal publica transcrições das gravações feitas pela polícia federal onde os quadrilheiros acertam o baralho. É nitroglicerina pura! Compre o jornal nas bancas, se encontrar, ou leia algumas páginas no blog do Cesar Valente. Beba na fonte.

Mãe é mãe

Mãe é tudo igual, só muda de endereço. Uma mãe é capaz de fazer qualquer coisa por um filho. Inclusive, embora não se justifique, cometer algumas irregularidades para ajudar o filho a vencer na vida. No vídeo aí temos um exemplo: a coordenadora do colégio Aderbal Ramos da Silva no Estreito, Dona Judite, mãe do vereador Jean Loureiro, foi filmada por alunos da escola distribuindo adesivos e santinhos do filho, candidato à reeleição, em sala de aula. Segundo os alunos, que filmaram com um celular, há dias Dona Judite vem fazendo campanha dentro da escola e sempre com a perguntinha para seus pupilos: "já tens título de eleitor?"

30 setembro 2008

Chame o ladrão!

Cadê o delegado José Antônio Peixoto acusado de extorquir um empresário e cônsul honorário do Marrocos em Santa Catarina ameaçando matar o filhos e a mulher do consul que era seu amigo de anos? Depois de descoberto pela polícia, o delegado foi acobertado pela cúpula da Polícia Civil de Santa Catarina. Em que pé está essa história? O bandido continua sendo acobertado? Extorsão com ameaça de morte de criança é crime grave! Essa é a nossa polícia! Essa é a nossa justiça! Chame o ladrão! Chame o ladrão!