26 fevereiro 2012

O passageiro

    Certa noite estava no apartamento do Sérgio Bonson, o artista, que ficava no 15 andar de um prédio ali na Anita Garibaldi, quase esquina com a Hercílio Luz. Conversáva-mos sobre arte e bebíamos, ele pouco, pois o médico havia recomendado apenas 3 garrafas de cerveja por semana. O que é uma judiaria! Aconselhei-o a trocar de médico. Parece que não surtiu efeito, morreu uns dois meses depois.
    Lá pela meia-noite resolvi chamar um táxi. Ia para para o Campeche, onde moro. Chamei o "Presença", meu taximetrista de estimação. O Presença falou que não poderia me atender mas que eu podia ir até o ponto da Praça XV que o Paulo estaria esperando para me levar.
   Me despedi do Bonson e parti. Chamei o elevador e quando a caixa abriu vejo um cara enfiando uma banana inteira na boca. Entrei, dei boa noite e ele não conseguia me responder pois estava com a banana atrolhada na boca. Ri e comentei:

-Tá com o fome o amigo, heim? Depois de engolir a fruta, me olhou, riu e disse:

- Porra, estou trabalhando desde às 6 da manhã, não consegui nem almoçar e agora, 11 da noite, que tive um tempinho vim na casa da minha irmã jantar. Parece maldição, quando sentei para comer recebo um telefonema de um colega dizendo que tenho que levar um filho-da-puta lá Campeche!

- Sabes o nome do passageiro? perguntei.

- Um tal de Canga! Respondeu indignado.

22 março 2009

NOVO ENDEREÇO

www.cangarubim.blogspot.com

Este é o meu novo endereço. Salve nos seus favoritos please.

14 março 2009

Agora sou: www.cangarubim.blogspot.com

Queridos leitores e blogueiros/parceiros. Depois de fazer uma merda no meu código fonte (HTML) acabei tendo problemas e o cangablog começou a funcionar mal. Tipo: a não atualização do cangablog nos outros blogs.
Para solucionar o problema mudei o meu endereço de URL.

Agora sou: www.cangarubim.blogspot.com
é só clicar no endereço acima e salvar nos favoritos.

Por favor leitores entrem neste novo endereço e salvem em seus favoritos. Blogueiros amigos e inimigos adicionem o novo endereço. O nome continua o mesmo: cangablog.


Bom fim de tarde...

O camaleão...verde


Notinha lá no site da prefeitura municipal:

O prefeito Dário Berger empossou hoje à tarde (13/3) o engenheiro e advogado Gerson Basso na superintendência da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram) e pediu dinamismo nos projetos, programas e ações de interesse coletivo.

O Gerson Basso é aquele militante político que diz que é verde (PV) mas na verdade muda de cor ideológica como quem troca de cueca: todos os dias.

A inveja é uma merda!

Tem uma coisa que está caraminholando aqui na minha cabeça. Agora que o Lula resucitou o Collor, e o senador já está mostrando toda a sua competência política para ocupar espaços no Congresso Nacional, fico desconfiado de que elle não era aquele demonho todo que a Globo e os partidos políticos pintaram. Leio nos jornais que o ex-presidente, apeado do poder por ladrão, em seu primeiro ato como presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado impôs regras rígidas na sabatina dos indicados às agências reguladoras. Achei surprendente a decisão. O senador Collor, preocupado com a coisa pública, está exigindo um prefil mais honesto dos fiscais. Mas o que mais me chamou a atenção foi o voto contrário da senadora Ideli Salvati, à atitude saneadora de Collor (a inveja é uma merda).

Frente a tudo o que tenho visto nos últimos tempos, o mundo político de cabeça para baixo, chego a pensar que - depois de todos os mega escândalos pós Collor, vide mensalão, recheados de provas de corrupção e bandalheira - a cassação do homem foi uma injustiça, Afinal foi derrubado do poder apenas por uma nota fiscal de uma Elba.

13 março 2009

Ironia do Destino

Brincadeira sobre idéia do Noblat

O sedutor da palavra

Faz dez anos hoje que morreu Eloy Côrtes Gallotti Peixoto. Nascido no Rio de Janeiro, Eloy fez história em Florianópolis. Teve cursinho pré-vestibular, militou no movimento estudantil, foi repórter do jornal O Estado, fezparte do Jornal Afinal foi dono de bar, o Seca Afinal e assessor parlamentar.
Convivi durante um tempo com o Eloy. Primeiro nos encontros diurnos e noturnos do Bar Roma que acolhia, no final dos anos 70 e início dos 80, grande parte da esquerda festiva da cidade. Mais tarde trabalhamos juntos na redação do O Estado e finalmente nos juntamos em um projeto alternativo que foi o Jornal Afinal em 1980. Inteligente e instigante, Eloy era bem nascido. Da família Gallotti de Tijucas. Durante o período em que militamos no Afinal tivemos várias divergências em relação a linha editorial do jornal. Ele defendendo uma linha mais porno política e eu (por incrível que pareça) uma linha mais moderada pois, afinal, tínhamos na igreja católica uma aliada para a distribuição do perseguido jornal.
Nas discussões eu sempre estava em desvantagem devido ao tremendo conhecimento de história, experiência política e a inteligência atilada do Eloy. Mesmo assim nos degladiávamos em discussões intermináveis noite e garrafas a dentro. Eu acabava levando alguma vantagem: aprendia muito e rapidamente com ele. Era um sedutor da palavra. Foi um bom parceiro.

Foto do acervo do Celso Martins tirada em uma das noitadas do Roma.

CARTA A SILVEIRA DE SOUSA

Por Olsen Jr.


Caro amigo:

Não fosse pelo cidadão íntegro, igualmente, pelo grande escritor brasileiro (catarinense é um detalhe) que você é, talvez eu não desse importância ao fato. A verdade é que desde que li a tua entrevista algo está roendo as minhas entranhas. De tal maneira isso está me incomodando que, sob pena de não fazer mais nada, decidi te escrever.

A par de cumprimentá-lo por dar início ao que se espera, seja uma longa sequência com escritores catarinenses, também pelo equilíbrio e sensatez de muitas respostas para questões que poderiam induzir facilmente ao pernosticismo, mostrando ainda que a passagem do tempo lhe acrescentou ao talento, uma cordialidade capaz de tornar a vida, de fato, digna de ser vivida.

Isso posto, com a mesma sinceridade e clareza que movem os justos, desejo fazer algumas observações.

Logo que mencionaram o teu cachorro “Pingo” acreditei que se criaria um clima semelhante aquelas entrevistas idealizadas pelo jornalista George Ames Plimpton e publicadas na famosa The Paris Review, a partir de 1953, em que se descrevia o cenário onde o escritor se encontrava e dois jornalistas (eles trabalhavam sempre em duplas) em várias sessões dissecavam a vida e a obra do entrevistado. Mas não foi o que aconteceu.

A primeira dessas coletâneas publicadas em livro foi no final daquela década e trazia nomes como Mauriac, Faulkner, Simenon, Moravia, Capote, Pound, T. S. Eliot, Huxley, Hemingway, entre outros. A Editora Paz e Terra publicou aqui cinco anos depois, republicou no início da década de 1970 e depois a Cia. Das Letras editou mais dois volumes no final dos anos 1980, acrescentando mais escritores.

Lá a revista era feita por americanos e para a população que falava inglês e morava em Paris. O primeiro escritor entrevistado foi E. M. Foster que exigiu as perguntas antecipadamente para poder meditar com vagar sobre elas. Claro, em função das respostas dadas se faziam novos questionamentos, mas tudo obedecia a um roteiro que estava calcado na obra do escritor entrevistado, era a sua essência e nem poderia ser diferente.

Sim, tinha bastante humor e descontração nos bate-papos. Falava-se dos personagens, como eram criados, como eram nomeados, como nasciam as histórias, como eram desenvolvidas. Falava-se dos “bloqueios” da criação, do tempo que se gastava para escrever um conto, um romance. Das motivações de cada um, se comparavam os vários autores com outros que lhes eram contemporâneos. Das influências e ninguém tinha “pudores” para nomeá-las e falar delas. Da convivência entre os autores, das influências ou não da crítica, dos simbolismos e das metáforas, do que estava dito ou implícito. Como era a “rotina” de um escritor.

Quando se terminava de ler aquelas conversas, se tinha um quadro bastante amplo da vida, da vivência, da arte, do estilo e principalmente, do que se constituía a obra de cada um.

Meu caro Silveira de Sousa, você começa logo afirmando “nunca me senti um escritor”, sei que está dito num contexto, mas não deveria haver exagero nem mesmo na moderação, você poderia falar da tua obra. Gostaria de saber, dito por você, tudo o que outros escritores já disseram sobre seus próprios livros. Se não te perguntaram sobre a literatura catarinense, você deveria ter falado mesmo assim, sabe por quê? Porque se nós não gostamos do que fazemos, não temos o direito de exigir que ninguém mais goste.

Foi por isso que decidi te escrever, porque sou um admirador da tua literatura e no bate-papo não se falou sobre ela. Nós só vamos sair dessa pasmaceira barriga-verde quando nos enxergarmos com “espírito crítico” porque o primeiro passo para a cura é sempre admitir a doença... E a “nossa” enfermidade ainda é ter vergonha se sermos escritores catarinenses.

Despeço-me com um forte abraço.

12 março 2009

Aí galo véio!

Jobim ameaça receber Farc a bala se invadirem território brasileiro

BRASÍLIA - Depois de se reunir com o ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, o ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim, avisou que se os guerrilheiros das Farc tentarem entrar em território brasileiro "serão recebidos a bala".

Jobim, que já havia dado alerta semelhante quando esteve na Colômbia, assegurou que o Brasil "tem um grande controle sobre sua fronteira terrestre com a Colômbia tanto para reprimir o tráfico de drogas, quanto o possível deslocamento de revolucionários das Farc". E acrescentou que "o forte controle terrestre que já existe na fronteira será ampliado com controle aéreo e fluvial".

Matéria completa na Tribuna da Imprensa. Beba na fonte.

EXTRA! EXTRA! MILIONARIO VAI PARA A CADEIA!

É claro que esta notícia não se refere ao nosso país. O caso aconteceu nos Estados unidos

O especulador norte-americano Bernard Madoff, responsável por um desvio de 50 bilhões de dólares, dinheiro de pessoas que confiaram em suas aplicações foi preso e já está em cana. Depois de confessar e admitir seus crimes e se declarar culpado por 11 acusações o larápio foi algemada e enfiado no xilindró. Enquanto, isso aqui na república das bananas, a justiça decide proibir a polícia de colocar "pulseiras" em bandido rico que também respondem as acusações em liberdade mesmo diante de provas. É a nossa justiça de bananas.

Demóstenes o precavido

Agora que o Senado, em uma atitude surpreendente, decide acabar com a instituição da prisão especial, uma aberração jurídica que só existe no Brasil, vem o senador Demóstenes Torres (dos Demos) querer que a prisão especial continue valendo para bandidos das forças armadas e da política. Estará pensando no futuro?

A hipocrisia das deputadas

Foi realizada na terça-feira dia 10, promovido pelas deputadas Ada de Luca (PMDB), Ana Paula de Lima (PT) e Odete de Jesus (PRB), que formam a chamada Bancada Feminina, a interrupção da sessão plenária da Assembléia Legislativa para a realização de um ato simbólico pelo fim da violência contra a mulher. Um ato hipócrita de quem trata seus pares, os políticos, de forma diferente do tratamento dado aos cidadãos comuns. Existe uma denúncia grave já investigada e estacionada na Justiça, no Ministério Público, na própria Assembléia Legislativa e na Polícia, de um ato selvagem provocado pelo deputado Renato Hinnig (PMDB) contra sua ex-esposa na frente do filho do casal, uma criança de apenas três anos (na época). Provado e impune. Anexo BO feita pela agredida em novembro de 2007. Lá se vão mais de 16 meses de uma vergonhosa impunidade. Pior, de uma mesquinha e imoral não punidade.

Agressão covarde

Foi uma agressão covarde provocada por quem foi eleito para dar exemplo e renegou toda sua decência em prol da agressão vil e pequena contra uma mulher indefesa. Agora, mais uma vez, mais de 16 meses após o ato de agressão sofrido por uma mulher, as deputadas vem a público pedir o fim da violência contra as mulheres mas se esquecem da agressão que elas conhecem mas fazem de conta que não existiu.

Quer saber o resto? Vá até o blog do Jornal Impacto. Beba na fonte.

LHS o vulgar

Um governador se prestar ao papel de garoto propaganda de um empreendimento comercial é o fim da picada. Pois é o que vem acontencendo diariamente nas televisões locais: o Luiz Henrique da Silveira fazendo propaganda de construtora que fez o Joinville Garten Center. O home vive mundo a fora vendendo Santa catarina e a agora partiu para empreendimentos imobiliários. É a vulgarização do cargo de governador. Tão logo ele criador da Casa D'Agronômica e outras invenções ridículas e pedantes de novo rico agora cair numa vulgaridade dessas ou será submissão aos patrões que bancam campanhas eleitorais. Ridículo se não fosse patético!

A foto e o amigo

Visitando o Cesar Valente encontrei um link para o blog do Nei Duclós onde foi publicada a foto acima. A foto é histórica e mostra a primeira equipe de jornalistas do Jornal de Santa Satarina em Blumenau. Essa rapaziada aí saiu de Porto Alegre para fazer o Santa em uma época que jornal se fazia com competência e tesão.
Me liguei na foto pela presença do lendário Gaguinho (José Antonio Ribeiro) à direita (na foto) logo atrás do Mário Medaglia que ponteia a turma. Conterrâneo de Quaraí (RS), Gaguinho era de uma geração anterior a minha, amigo dos meus irmãos mais velhos. Muitas noites acordei com as suas serenatas dedicadas a minha irmã. Era uma figura fantástica, alegre, divertido, inteligente e companheiro. Depois de anos encontrei o Gago na Zero Hora em Porto Alegre. Eram anos duros ainda e estávamos eu, Nelson Rolim e Jurandir Camargo "campeando" uma gráfica para imprimir o jornal Afinal que em SC não tinha jeito devido à perseguição. Lembrei do Gago e fomos até a ZH e conseguimos, com a sua intervenção, imprimir na casa dos Sirotsky mesmo.
Quando estive no Uruguai (80/93), foi visitar-me duas vêzes. Fizemos grandes festas. Com o Gago não tinha café pequeno. Era festa das boas.
Depois disso voltamos a nos encontrar em 1986 quando veio para Florianópolis como sub-editor chefe do Armando Burd no recém criado Diário Catarinense. Vinha de São Paulo, recém saído do Estadão. Me convidou para trabalhar e lá fui eu mais uma vez tentar ser empregado de alguém. Mantivemos uma amizade cotidiana durante esses anos até que, depois de ganhar na Loteria Esportiva, exatamente uma ano, o Gago nos deixou. Morreu de tudo.
Enterrei o amigo e cinco anos depois desenterrei cumprindo uma promessa que havia feito para a sua mãe, Lelinha. Saímos eu e o seu irmão Leonardo, por todos os bares da cidade "bebendo" o amigo na caixa. Kibelândia foi a primeira parada, depois o Ressaka e daí em diante perdemos a ordem das coisas e outras coisas mais. A caixa ía para Quaraí.
Mas aí a história é outra e conto outro dia.
Vale a pena visitar o blog do Nei Duclós, Outubro, e ler a matéria sobre a foto.



Truculência policial

O deputado Joares Ponticelli mostrou ontem, do “telão” do plenário da Assembléia Legislativa, as imagens que comprovam o que já havia denunciado sobre as eleições de 1º de março em Braço do Norte: os abusos cometidos pela polícia. As imagens mostram policiais agindo “com truculência” não só em relação aos militantes do PP como, inclusive, com o próprio Ponticelli, o deputado Valmir Comin (segundo secretário da Mesa Diretora da Assembléia) e com o Secretário Nacional de Saneamento do Ministério das Cidades, Leodegar Tiscoski, que acompanhavam de perto o pleito.
Além de obrigarem os militantes progressista a tirar o número 11 de suas camisas, um policial civil puxou um revólver - o que a polícia militar parecia não tomar conhecimento. Os parlamentares, por sua vez, foram empurrados para dentro de uma garagem. Os militantes da outra candidatura, do PMDB, por sua vez não foram molestados pela polícia “e circulavam leves e soltos ostentado o 15 no peito”, contou Ponticelli. Adiantou que está sendo tomada providência para denunciar à Corregedoria de Polícia o policial que comandou aquela operação.

Ramlow rolando o lero no batalhão

Muita gente está acreditando que alguma coisa vai acontecer com o tenente-coronel da PM Newton Ramlow depois desta denúncia (veja vídeo abaixo) do deputado Sagento Soares na asembléia Legislativa. A barbaridade e o descaramento do militar frente aos seus comandados configura crime. Fazer campanha política dentro do batalhão e pedir votos para o seu candidato a prefeito dizendo que se for eleito chegará também a governador e aí ele, Ramlow, será comandante da PM é uma barbaridade. Depois desssa: sonha Nicolau! Certo? Errado!!!!

Com a tiurma do partido corrupto (PMDB) que está instalada no poder, tanto municipal quanto estadual, nada acontecerá ao coronel. Embora a denúncia do Sargento Soares tenha deixados todos na Alesc de boca-aberta é apenas uma mostra dos absurdos que essa gente comete e sinal de que a máfia de São José já tomou conta de Florianópolis. Fazem o que querem e bem entendem sem que nada a conteça. Tem apoio e conivência do governo estadual e do governador, quando aparece aqui por santa catarina.