30 dezembro 2008

Dono da Gol indiciado por mais um assassinato

"Conhecido como Nenê Constantino, o empresário Constantino de Oliveira, 78 anos, acaba de ser indiciado como mandante de mais um assassinato e de uma tentativa de homicídio. Ele é fundador da Gol Linhas Aéreas e dono do grupo Planeta de transportes urbanos, o maior do ramo na capital da República. Os crimes ocorreram no Distrito Federal, em 9 de fevereiro de 2001, e teriam sido motivados por disputa de terras. O anúncio foi feito na tarde dessa terça-feira (30/12) pelo delegado Luiz Julião Ribeiro, chefe da Coordenação de Investigação de Crimes Contra a Vida (Corvida), da Polícia Civil do DF". A matéria completa tá lá no blog do Noblat. Beba na fonte.

LHS acusado de fazer farra com tragédia catarinense

“Sob o manto da tragédia que atingiu a gente catarinense, o Governo aproveitou para fazer uma vergonhosa farra com renúncia fiscal e outras benesses para alguns privilegiados, além de se utilizar da calamidade para aumentar a base de arrecadação do Fundo Social”.
A denúncia é do deputado Joares Ponticelli que resumiu em uma palavra o sentimento dos progressistas em relação ao “tratoraço” imposto pelo Governo na votação, hoje, 30 de dezembro, das medidas provisórias no regime de autoconvocação da Assembléia Legislativa: indignação.
Segundo o parlamentar, com exceção do dispositivo que tratava do atendimento aos atingidos pelas cheias, as demais MPs não tinham razão nenhuma de existir, já que não preenchiam os requisitos da urgência e relevância.

Medaglia desanca pastor político

Li no Cesar Valente que o blogueiro Mário Megaglia saiu com o vice-prefeito Bita Pereira nas costas. O Mário não aguentou a entrevista que ouviu do "projeto de pastor" e baixou o cacete nele, na turma dele e é claro no vereador mais escroque que já habitou a nossa câmara de vereadores, Juarez Silveira. Leia o desabafo do medaglia:

"O vice prefeito Bita Pereira e prefeito interino de Florianópolis estragou meu dia e azedou meu fim de ano com a entrevista que deu hoje pela manhã na rádio CBN aos jornalistas Mário Motta e Moacir Pereira. Com sua conversa pastoral e sem conteúdo desfiou um monte de baboseiras sem o menor sentido, transformando aquele espaço em uma grande peça de ficção. Lá pelas tantas, talvez irritado com o papo furado do vice – aliás, por onde anda o titular? – Moacir desabafou listando uma série de carências da nossa cidade, como o sistema viário, o aeroporto, o acesso ao sul da ilha, transporte coletivo deficiente, crescimento desordenado, falta de fiscalização da Prefeitura e – acrescento eu - conivência da Câmara Municipal, falta de equipamentos turísticos, como marinas, trapiches, proliferação de construções irregulares servindo de portais turísticos nas entradas de algumas de nossas principais praias". Leia o pau completo. Beba na fonte.

Deputado abandona o crime e se entrega à justiça

O impossível está acontecendo: deputado corrupto se entregando à justiça, se arrependendo de uma vida de falcatruas. Um gay que vira macho e uma mulher, traficante de armas com ligações com as Farc abandona a vida de crimes e resolve pagar o que deve para a sociedade se entregando à polícia. Calma caro leitor, não comemore ainda. Isso tudo acontece apenas na novela das oito de rede Globo. Pura ficção. Talvez um dos poucos casos em que a arte não imite a vida. Os nossos gays continuam gays, o que é natural, e os nossos políticos corruptos e bandidos continuam a suas vidas de crimes corrompendo polícias e justiça. Na novela das oito...bem, aí a história é outra.

Macondo, minotauro e Olsen


Conheci Macondo, a música do mexicano Oscar Cháves, ainda guri. Não relacionava a música com Cem Anos de Solidão, o famoso livro que deu a Gabriel Garcia Márques o primeiro Nobel de Literatura a um escritor latinoamericano em 1982. Há poucos dias escutei a música que está no CD do meu amigo Nery Barreneche, músico uruguayo radicado em Barcelona, e senti vontade de voltar ao livro. Estou relendo Cien años, e volto a me encantar com o realismo fantástico de Garcia Márques. Sobre a música, lembro que tocava sem parar nas rádios uruguayas e argentina na minha juventude. Foi a cumbia mais popular da américa hispânica. Agora, escutando a música não consigo evitar a sucessão de imagens do fabuloso romance. Outro dia escutei do Olsen Jr. relatar que na sua juventude leu os livros do Monteiro Lobato escutando...não lembro que tipo de música, e que toda a vez que ouvia as músicas lembrava do travessuras de Emília, Narizinho, do trabalhos de Hércules, enfim, é o sistema cognitivo em funcionamento. Li a coleção completa de Lobato ao som de Ray Coniff. Na minha casa, tinha uma coleção de enorme de Ray Coniff, com sua pasteurizaçao dos grandes clássicos da Broadway. Até hoje ouço Ray Coniff e vejo as imagens de Hércules e o Minotauro.

Escândalo da revista Metrópole

SURGIMENTO DE MICROFILMES COMEÇAM A DERRUBAR MENTIRAS DE EMPRESÁRIOS E DO GOVERNO LUIZ HENRIQUEEm doses homeopáticas, o empresário Nei Silva apresentou em agosto desse ano provas sobre as acusações que faz em seu livro, "A descentralização no banco dos réus." Primeiro foi o recibo supostamente assinado por Beno Harger, proprietário da empresa Transtusa, uma das permissionárias do transporte coletivo em Joinville. O documento contraria a afirmação de Harger, que negou ter contribuído com a revista Metrópole. A revista, conforme o autor do livro, tinha como principal objetivo enaltecer as obras do governo estadual e a descentralização. Na verdade, um esquema montado por Luiz Henrique da Silveira para burlar a legislação eleitoral nas eleições de 2006. Agora, Nei Silva acena com um comprovante de transferência bancária, a qual não deixa dúvidas e confirma a doação de Moacir Bogo ao empresário.

A prova que faltava sobre a contribuição de Bogo

"Primeiro eu levei o boneco do projeto para o Moacir Bogo, da Gidion. Na sala dele, eu expliquei que era um projeto do governo do Estado." Bogo, não satisfeito com a contribuição que teria que desembolsar, bradou. "Eu vou ligar para o Maneca (Manoel Mendonça)". A conversa entre Bogo e Mendonça: "Pois é Maneca, a menina da revista tá aqui, como é essa história? É mesmo de interesse do Lulu (LHS)?".

Moacir Bogo ouviu de Mendonça, que ele deveria efetuar o pagamento. Esse é um trecho da entrevista que Márgara Hadlich, a responsável pelo contatos comerciais da Revista Metrópole, concedeu à Gazeta de Joinville, e que dias depois desmentiu. Mas, a verdade é que Bogo acatou a deliberação de Mendonça e contribuiu com o valor de R$ 10 mil. Leia matéria completa. Beba na fonte.

28 dezembro 2008

Internet ultrapassa jornais como principal fonte de informação dos americanos

A internet superou os jornais impressos como fonte de informações dos americanos. De acordo com pesquisa realizada pela Pew Research Center, 40% dos entrevistados afirmaram que o principal meio de informação é a internet, contra 35% que citaram os jornais. A televisão continua liderando o ranking, com 70%. Em 2007, a internet foi citada por apenas 24% dos pesquisados. O percentual é ainda maior quando a pesquisa se limita aos americanos com menos de 30 anos. Nessa faixa etária, 59% disseram buscar informações na internet, o mesmo percentual alcançado pela TV. Leia mais. Beba na fonte.

Deram com os beiços na torneira

Primeiro acreditaram no Luiz Henrique, conhecido por não cumprir promessas. O apoiaram na reeleição. Não ouviram o Ponticelli bater sempre na mesma tecla: ele está engando vocês. Pois os PMs resolveram acreditar e deu no que deu. Cinco anos de enganação. Agora resolvem fazer uma greve com táticas e estratégias revolucionárias e perfil de motim. Deram com os beiços na torneira. O deputado "governista" sargento Soares (PDT) liderou a greve se insurgindo contra o seu patrão Luiz Henrique. Aproveitou a situação para fazer um marketing político com vistas a 2010. A impressão que fica é que a PM é massa de manobra dos políticos. O partido do "sargento" é da base de apoio do governador, inclusive quando foi cooptado ganhou uma secretaria oucupada pela mulher do Maneca Dias, presidente do PDT. O partido não se manifestou sobre a atitude de seu líder na assembléia e nem vai se manifestar. Continuarão mamando no dinheiro público. Tão tudo embolados e fazem parte da mesma turma. Para completar a justiça, na sua sanha autoritária e obscurantista dos últimos tempos, censurou o blog da Apresc num flagrante desrespeito à Constituição. Estamos bem arranjados com esse governo, com essa polícia e com essa Justiça.

O QUE ME CHAMOU A ATENÇÃO

Por Olsen Jr.

Enquanto o café não vem, espio a Folha de São Paulo. Na década de 1970 era o nosso jornal diário favorito porque dizia de maneira clara o que nós, os rebeldes, gostaríamos de dizer (e que a censura deixava passar); depois vinha o Pasquim pelo deboche e humor, a crítica cáustica (a censora foi cooptada e bebia junto); tinha o Opinião, com textos traduzidos do Le Monde, culturalmente, o melhor do País dirigido pelo Fernando Gasparian, também na editora Paz e Terra com Fernando Henrique Cardoso e Celso Furtado em seu conselho editorial...

Teve aquele período intermediário em que os jornais começaram a substituir as matérias censuradas por versos dos Lusíadas, de Camões e receitas culinárias, por exemplo, mas o Opinião deixava o texto censurado sem um “plano B”, ficavam então imensos “clarões” distribuídos ao longo das páginas, até quando a eloqüência desses espaços em branco falou mais alto, fechou as portas.

De repente era pelo Paulo Francis, ainda na Folha, gostava do seu cinismo, da cultura, dos referentes, e principalmente porque não deixava pedra sobre pedra, independente do assunto, se literário, culinário, musical, cinematográfico, filosófico, sociológico ou político. Depois ele foi para o Estado de São Paulo, fomos juntos.

Coincidiu com a saída do Francis, o nosso cansaço da crítica gratuita. Damo-nos conta, subitamente, que não havia (para os comentaristas da Folha) um filme que prestasse, uma peça de teatro que valesse a pena, um livro sequer de autor nacional recomendável... Os iconoclastas quebravam tudo e não punham nada no lugar, aconteceu o mesmo com o Pasquim, num dia qualquer, amanhecemos cansados daquela gratuidade, e partimos para outra. Sem contar que comentando sobre esportes, no futebol por exemplo, é uma máfia, um grupelho fanático que indistingue razão de paixão, fatos com ficção, mas é outro papo.

Bebericando o café e “bispando” a Folha (07/12) leio sobre os 40 anos do AI-5, a bela Maria Tereza Goulart batendo uma foto do marido, ex-presidente João Goulart, ainda exilado no Uruguai, uma fotografia conhecida, mas instigante...

Até chegar a uma nota em duas colunas, no canto direito, embaixo, na edição de domingo, era um obituário, só me dei conta no final...

Falava de um cidadão que trabalhara durante 20 anos no Tribunal de Justiça de São Paulo, possuía um Fiat 147 na garagem, mas usava o ônibus para ir para o trabalho. Tinha medo que o seu carro não agüentasse o tranco. Morrera de complicações com o colesterol e o diabetes.

Curioso foram os depoimentos dos amigos, diziam que ele amava os Beatles e os Rolling Stones, mas também apreciava música clássica e jazz.

Falava de um episódio de sua infância em que fora levado pelo pai para assistir a um comício no ABC paulista, de um metalúrgico de codinome Lula e que despontava como líder sindicalista e por conta do episódio começou a ler Marx, Engels, Lênin e a se interessar sobre o socialismo, gostava mesmo de filosofia.

Interessante como tudo se repete, tirando o Lula e substituindo por Jânio Quadros que o meu pai me levou para assistir na Avenida Getúlio Vargas em Chapecó, o cara poderia ser eu... Mas no final, alguém afirmou que ele era muito engraçado depois das 17 horas, mas por razões opostas ao riso, é que suas piadas não tinham a menor graça, e por isso despertavam a hilaridade dos outros. Ah! Ele estava noivo e iria casar no próximo ano.

Estou fora! Isso ficaria mais verossímil na boca de um amigo, comentando o poetinha morto, diria: “ele era um solitário, sartriano, jamais suportaria a idéia de duas liberdades se fazendo horrores pela eternidade afora, preferia, isso sim, carregar a maldição de ser um poeta só e não servir de exemplo para ninguém. E isso não tem a menor graça em tempo algum, a não ser, talvez, para a musa que lhe serviu de inspiração e o condenou àquela liberdade!”.

(Publicado originalmente no Jornal “A Notícia”, em 26/12/08).

23 dezembro 2008

MPF-SC move ação contra oligopólio da RBS

O Ministério Público Federal em Santa Catarina (MPF-SC) apresentou no dia 10/12 à Justiça Federal uma ação civil pública para anular a compra do jornal A Notícia, de Joinville (SC), realizada em 2006 pelo Grupo RBS. A compra do periódico, na verdade, foi o fator motivador do processo 2008.72.00.014043-5, que tem por objetivo “combater o oligopólio do Grupo RBS nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Cantarina”, conforme explica o procurador da República do município de Tubarão (SC) e coordenador do inquérito, Celso Tres. No processo, são requeridas a implantação de uma programação local, a diminuição do número de emissoras da empresa no RS e em SC e a anulação da compra de A Notícia. “Isso é um escândalo, porque em Santa Catarina não existe nenhum jornal de expressão que não pertença ao Grupo RBS”, afirma o procurador. Leia mais. Beba na fonte.

A greve da PM

Parece que o governador Luiz Henrique substemou a capacidade de organização do PMs de Santa Catarina. Acostumado a tratá-los como bobos, o governador nao esperavam a unidade do movimento grevista e sua articulação. A continuar esta situação o estado vai virar um caos. Leia abaixo análise sobre o movimento grevista

"A greve dos praças resulta da politização da Polícia Militar barriga-verde. Como dizia o saudoso Brizola, vem de longe, mas os passos decisivos foram dados em 2001/02. E os atores principais foram o ex-comandante Walmor Backes e o então candidato e atual governador, Luiz Henrique da Silveira. Naquela época, a PM como um todo estava insatisfeita com os salários, mas praças e oficiais ainda não ousavam recorrer à greve para pressionar o governo por reajustes. Pressão havia, porém se materializava sob formas mais sutis e sofisticadas. E, naquela ocasião, foram os oficiais que tomaram a dianteira das negociações". Leia matéria completa no blog A política como ela é. Beba na fonte.

Sontag deixa o PTB

Prezado (a),
Permito-me lhes encaminhar o documento abaixo, enviado para o PTB-SC e demais instâncias, que versa sobre minha despedida da presidência estadual do partido. A decisão sustenta-se na opção da direção nacional de manter os infiéis expulsos no último dia 28 de Novembro, em reunião da executiva estadual.
Insustentável seria a convivência com àqueles que protagonizaram o maior desgaste a imagem do PTB, buscando por todos os meios inviabilizar as coligações de Joinville e Florianópolis.
Se não bastasse o dano em Joinville, tivemos no segundo turno da eleição da capital, lances, amplamente comentados pela imprensa local, que caracterizaram uma flagrante e absurda "infidelidade" por autoridade do partido, guarnecida por instâncias superiores, "sabe-se lá porque"?! Alguns dizem que pode ser pela eleição do diretório nacional, onde os "infiéis" possuem cinco votos...Mas boatos são boatos!?
Diante dos fatos e da recusa de revisão das expulsões, restou-nos colocar a presidência estadual á disposição da direção nacional para, com liberdade, fazer o que entende ser melhor para a agremiação.
Infelizmente, isso faz com que o PTB Catarinense, desde 1 de Dezembro de 2008, esteja com a Comissão Executiva Estadual vencida no TRE, e, portanto, sem representação no estado.
Mudanças vem por aí! Que sejam as melhores, para os PTBistas!!!

Com um forte abraço,despeço-me cordialmente.
Sontag.

Fenaj quer nomes de jornalistas corrompidos por Dantas

Na última sexta-feira, a Federação Nacional dos Jornalistas protocolou ofício endereçado ao Superintendente da Polícia Federal pleiteando a “divulgação urgente” da suposta lista de nomes de jornalistas que teriam recebido recursos financeiros do banqueiro Daniel Dantas. “Esta Federação tem o dever de se opor a qualquer tentativa, por mais dissimulada que seja de enlamear a imagem dos jornalistas brasileiros, fazendo supor que todos fossem corrompíveis, razão porque vem à Vossa Excelência pleitear a divulgação urgente da referida lista de nomes, se existir ,com as devidas provas do suposto envolvimento, sob pena de todos pagarem por alguns (caso estes “alguns” de fato existam)”. Beba na fonte.

Jornalista mostra sapato e leva tapa de vereador

Sapatada de jornalista iraquiano contra Bush vira moda mundial

Na última quinta-feira (18/12), a festa de confraternização de final de ano da Câmara Legislativa do Distrito Federal terminou com a agressão do presidente da Casa, deputado Alírio Neto, contra o jornalista e funcionário concursado Zildenor Ferreira Dourado. Durante o discurso de Neto, Ferreira segurou um de seus sapatos com as mãos, em alusão ao ato do jornalista iraquiano contra o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. Como resposta, recebeu um tapa no rosto. “Eu levantei um sapato. Disseram que eu iria atirar, mas não era nada disso. Eu estava bem distante do palanque. Depois, quando estávamos sentados na mesa, ele veio correndo por trás e me deu um tapa. Eu caí no chão e quis me defender, mas não deu tempo. Os seguranças me agarraram como se eu fosse o agressor”, conta Ferreira. Leia mais. Beba na fonte.

Sapatada no bush

Muntazer al-Zaidi, o repórter iraquiano que atirou os sapatos em George W. Bush, pensa em apresentar denúncia formal sobre os ferimentos que tem desde que foi preso, no dia 14/12, contra os serviços de segurança do Iraque. Seu irmão, Uday al-Zaidi, contou que a orelha do jornalista foi queimada com cigarros e ele está sem um dente.


21 dezembro 2008

Rhapsody in Blue

Fantasia de Walt Disney e música de George Gershwin

20 dezembro 2008

Aparecem microfilmes que comprovam ligações do governo com o escândalo da revista Metrópole

Já estão nas mãos da procuradora Vera Lúcia Ferreira Copetti as microfilmagens do Besc e do Banco do Brasil que comprovam as ligações diretas do governo do estado com a Revista Metrópole.
A procuradora é encarregada de investigar as denúncias feitas no livro A Descentralização no Banco dos Réus, onde o empresário Nei Silva conta com detalhes as falcatruas do governador Luiz Henrique e seus colaboradores com a revista Metrópole. Usavam artifícios para enganar a Justiça Eleitoral e publicar propaganda eleitoral extemporânea.
Entre os microfilmes entregues para a procuradora estão depósitos efetuados pela Casan, Codesc, Badesc, Brde e Secom, todos na conta da empresa que editava a revista Metrópole. Entre os ordenadores dos depósitos estão Valmor Deluca, Içuriti Pereira, Renato Viana, Casildo Maldaner e Derly Massaud.
Com essas provas materiais nas mãos da justiça caem por terra as deslavadas mentiras do governo de que nunca tiveram nada a ver com a revista Metrópole e inclusive processaram o seu editor, Nei Silva, armando um flagrante de extorsão e colocando-o na cadeia por 17 dias. Fora isso, continuam censurando a publicação do livro numa demonstração de autoritarismo e arrogância jamais vistas em tempos de democracia.

Além destes microfilmes outro segredo volta a ser comentado nos subterrâneos das investigações sobre o escândalo esquecido pela imprensa. A localização de duas malas cheias de documentos comprometedores, confiadas a um amigo de Nei Silva, que acabaram sendo negociadas por um parlamentar. Destas malas se salvaram as gravações telefônicas em mãos de Nei Silva e divulgadas por este blog.

Morre Mark Felt, o “Garganta Profunda”


Fonte dos repórteres do Washington Post Bob Woodward e Carl Bernstein, responsável pela renúncia do ex-presidente norte-americano Richard Nixon, morreu, aos 95 anos. Embora sofresse de problemas cardíacos, a causa da morte ainda não foi divulgada. Em reportagem informando a morte de Mark Felt, o The New York Times se referiu a ele como a “fonte anônima mais famosa da histórica americana”.
Em 2005, Felt revelou ser a fonte dos jornalistas do Post. Embora sua família tenha garantido que as razões que o levaram a fazer isso era deixar um legado permanente, o próprio “Garganta Profunda” disse que fins lucrativos o motivaram a confessar que foi ele quem passou as informações do escândalo Watergate. "Agora vou organizar e escrever um livro ou algo assim, e ganhar todo o dinheiro que puder", declarou ele, na época, em sua residência de Santa Rosa (Califórnia). Leia matéria completa. Beba na fonte.

POR QUE O NATAL ME DÓI?

(Para Itamar e Marcelina, Luis e Carmem)

Por Olsen Jr.

Em uma tarde destas, logo após as chuvas, estava num mercado aqui na Lagoa, buscava um tipo de requeijão que meus avós faziam. Uma maneira creio, de estreitar minhas saudades com um passado de quando tudo ia bem. Ao meu lado um casal procura algo na mesma gôndola. Não pude deixar de ouvir o comentário que o marido fez para a mulher, “essas músicas de natal são um saco”. Presto atenção e ouço uma versão em português, muito ruim da música “Happy Xmas (War is Over)”, do John Lennon. A letra era mais longa que a melodia, doía mesmo ouvir aquilo.

Tinha uma versão audível com a Simone. Melhor mesmo era ouvir o original com o ex-beatle. Caso raro de uma música de natal que ainda faz sucesso fora da data para a qual foi composta.

Lembro de um mês de dezembro, entre 1966 e 1969, em Chapecó em que ficava em uma sala lendo a obra infantil (17 volumes) de Monteiro Lobato enquanto a minha mãe arrumava a casa e ouvia músicas de natal. De tal maneira isso ficou no inconsciente que, todas às vezes que pego a literatura infantil do Monteiro Lobato já começo a ouvir “...Eu pensei que todo mundo fosse filho de papai-noel”... As músicas eram brasileiras, muito boas. Versos simples de grande apelo aos sentimentos. Li em algum lugar um ensaio crítico sobre o tema do natal, e as nossas composições sobressaiam-se sobre os outros países, notadamente os Estados Unidos, que era o referente com o indefectível “Jingle Bells”.

Meus avós, Eugênio Harald e Rosa Cabral eram católicos praticantes. Acreditavam em Deus e na unidade familiar. O natal, portanto, era uma data celebrada com todo o ritual que a ocasião exigia. Uma árvore era cortada no campo (já era plantada para essa finalidade), enfeitada com velas, algodão, bolinhas, anjos, estrelas, barba de velho tirada no mato, e embaixo, um presépio com a manjedoura, a criança recém nascida, Maria e José, os reis magos, enfim, tudo lembrando o que deveria ter sido quando o filho de Deus veio ao mundo.

O papai-noel chegava, fazia sua prédica, as orações de praxe, minha tia começava a cantar “Noite Feliz”, quem sabia a letra acompanhava e só mais tarde os presentes eram distribuídos. Depois, uma ceia, também precedida de agradecimentos e uma oração, e a festa que ia até o amanhecer.

No dia seguinte havia um churrasco de ovelha, e apareciam outros membros da família, chegavam para confraternizar. Era um clã numeroso, unido, feliz. Os almoços não tinham fim, o velho gene viking, ou nórdico recessivo, aflorava. Os adultos passavam o dia à mesa, bebendo cerveja, comendo, conversando... Vinha o café... Chegava o jantar e ninguém tinha arredado o pé ainda do lugar. Música contemplando vários gostos, mas imperava o velho nativismo gaúcho.

Bem, como nada dura para sempre, aquela tertúlia familiar também não durou. Estávamos saindo da adolescência quando meus avós morreram... Nunca mais foi a mesma coisa. Tentamos prosseguir com o ritual, mas parece que a essência tinha esvaído... A família foi se distanciando... Depois os meus pais também morreram... Foi então que eu me tornei arredio porque a reunião significava prantear os ausentes, na cabeça de um poeta isso é uma tortura... Olhar aquela mesa na sala, onde várias gerações tinham passado à cabeceira ninguém mais para agradecer o pão em nome de todos, ninguém mais para apaziguar a nossa ansiedade diante da franqueza do bom velhinho que parecia conhecer todas as nossas travessuras, e daquele coração gigante que nos compreendia sempre, desde que prometêssemos não reincidir nos erros... Prometíamos claro, mas sempre fazíamos tudo de novo, e éramos perdoados novamente com a vigilância bondosa e serena do meu avô.

É por isso que o natal me dói... Porque já não posso dizer para aqueles que me amaram, de verdade, que também os amava do meu jeito tímido, como são os poetas!

Cometários:

Gostei muito, uma amiga leu e me enviou também... abraço e feliz natal
Marcos Vasques

Porque o senhor não faz com sua família, um Natal todo seu, como o senhor pensa que deve ser?
Porque o senhor não se torna aquele avô, para agradecer o pão?
Se não há família, existem muitas pessoas que precisam de um "coração gigante".
Feliz Natal!!!
Eu também me lembro dos natais de outrora, com a música da chuva batendo no telhado de zinco... ...... .....
M. Doracy M. Roth






IMPERDÍVEL

Clique no cartaz e visualize melhor

15 dezembro 2008

Mãe é mãe!

Estou impressionado com os comentáios que recebi sobre o post sobre a viagem para levar a minha mãe para a fronteira.
De outras vezes que postei sobre mãe, tive uma resposta siginificativa. Mas o que chama a atenção e que o tema mexe com um monte de gente. Todos tem uma história de mãe para contar e se solidarizam com a situação.
Realmente mãe é o maior barato! Principalmente quando são divertidas e com uma grande vontade de viver como a minha.
Obrigado pela atenção queridos leitores. Começo a viagem daqui a pouco e vou relata-la, na volta, para vocês.
Até...
Canga

Deixo vocês com parte do prefácio escrito por Hélio Pelegrini para o livro “The Supermãe”, de autoria de Ziraldo.

(...) Nascemos prematurados, desequipados, numa inermidade enorme. Costumo dizer que o ser humano tem sempre mãe de menos, na medida que, ao ser dado à luz da realidade, não tem condições de suportá-la. A criança, nos seus primeiros tempos de vida, veste-se de mãe, cria para si, na fantasia, um agasalho de carne, onde se refugia - como num útero. Ela fica, desta forma, fundida à mãe — à supermãe! —, totalmente identificada a ela, num sono e num sonho em que recupera o paraíso perdido: “e que tudo o mais vá para o inferno” . É assim, a partir desses primórdios, que nos acumpliciamos com a supermãe. No princípio, a exigimos, por questão de sobrevivência. Depois, não sabemos abrir mão dela. Por fim, não queremos abrir mão dela. Fruto do desejo da mãe e do filho, a supermãe é criação a dois, exclusiva e excludente. Haja pai, haja terceiro, haja luz e Logos, para resolver a parada. Do contrário, estaremos fritos.

Leia o texto completo. Beba na fonte

14 dezembro 2008

299 prefeitos eleitos correm risco de nem tomar posse

TSE analisa 5.920 processos de cassação, incluindo candidatos a vereador, o dobro do recebido em 2004

"Os critérios mais rígidos para registro de candidatura adotados nas últimas eleições municipais fizeram com que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebesse uma enxurrada de processos de cassação de candidaturas vindos de todos os cantos do País. Levantamento feito pelo Estado mostra que, só na primeira semana de dezembro, 299 prefeitos eleitos tinham seus registros questionados, correndo o risco de não assumir.
O total equivale a 5% dos 5.563 prefeitos eleitos. Mas o índice pode ser ainda maior. É que os casos analisados são apenas os que já chegaram ao TSE em fase de recurso, não contando os que ainda tramitam nos tribunais estaduais e nos juizados dos municípios.
No cômputo geral, dobrou o número de processos de cassação de candidaturas de prefeitos e vereadores que chegou ao TSE. Em 2004, foram apresentados 3.032 pedidos. Neste ano, foram 5.920". Leia matéria completa. Beba na fonte.

A Mãe, o coração e o carro

Caros leitores,
como tenho recebido algumas "reclamações" por estar ausente e ter postado pouco nos últimos dias, me sinto da obrigação de dar algumas explicações por este time.

Bem, vocês lembram da minha mãe? Aquela da qual já falei aqui várias vezes, que tem 87 anos, que tem carteira de motorista e dirige o seu "auto" diariamente em direção ao Uruguai, onde faz suas compras domésticas e passeia. O "pulo" ao país hermano é coisa simples, já que para chegar à Artigas, a cidade uruguaia que faz fronteira com Quaraí, basta vencer os 750 metros da Ponte da Concórdia.
Há tempos atrás contei aqui que minha mãe teve um problema de coração e tive que viajar com urgência para buscá-la em Quaraí. Chegou em Porto Alegre, no Instituto do Coração e tudo foi resolvido rapidamente. Colocou três stents (endopróteses que asseguram o bom fluxo de sangue nas artérias) e quatro dias depois já estava de volta à Quaraí. Trocou de carro na viagem. De um Clio 1.0 passou para um Polo 1.6. Estava turbinada.
Passados seis meses, agora, novo alarme. Internada na Gremeda, clínica uruguaia, teve que vir de ambulância acompanhada com médico até Porto Alegre. O caso era mais grave.
Era!
Reunidos, os médicos do Instituto do Coração, seus amigos, colocaram a situação para ela e para a família: a solução seria uma cirurgia para colocar duas safenas e uma válvula. A família ficou "de cara"! Aos 87 anos essa era uma cirurgia muito violenta. Na conversa os médicos falaram que ela não era obrigada a fazer a cirurgia devido a idade avançada. Só que dali em diante teria que tomar novos cuidados como acompanhamento 24 horas e, aí vem o principal, não poderia mais dirigir.
Foi a pedra de toque para a decisão:

- Estão vou fazer a cirurugia. Ficar sem dirigir, para mim, é perder muita qualidade de vida.

Frente aos filhos estarrecidos com a decisão, a cirurgia foi foi marcada para a manhã seguinte.

- Aproveitem a façam um faxina, já que vão mexer em tudo.
Disse brincando ao se despedir dos médicos. Manteve a moral elevada desde a internação. Sempre otimista e acalmando os filhos dizendo que tudo daria certo.
Na manhã seguinte, quando chegamos, já estava meio sedada. Mas mantinha a conversa em dia. Quando levantou a caminho da sala de cirurugia sentiu uma certa "tonturinha agradável", como descreveu e - para risada geral da preocupada platéia - emendou em seguida:

- Estou no ponto!

Bem, no dia 2 de dezembro fez a tal "faxina". Sucesso! Já está caminhando, não precisa mais tomar aquela quantidade de remédios que tomava e...bem, a cabeça está a mil. Cheia de oxigênio bombado pelo sangue que agora jorra por duas safenas e uma válvula zero quilômetro.

Amanhã saio de Florianópolis para pegá-la em Porto alegre e levá-la para casa. Está com saudades dos vizinhos, das amigas e do "auto". Pelas dúvidas vou com um carro mais velho que o que ela tem. Nunca se sabe quando a Dna. Noé vai querer trocar de "auto".

13 dezembro 2008

Um jornalista em ação


Impressionante as imagens captadas pelo jornalista Dauro Veras mostrando a tragédia do Morro do Baú em Ilhota. Dauro esteve no local recentemente e fez um excelente trabalho de reportagem (coisa rara no jornalismo atual). Entrou na Zona Vermelha e registrou com fotos e relatos uma realidade que ninguém imagina. Estarrecedora. Veja uma verdadeira reportagem jornalística. Beba na fonte.

Prisão de milicianos é comemorada

A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) comemorou a prisão realizada na quinta-feira (11/12) de quatro pessoas numa operação das Polícias Civil e Militar. Um deles teria participado do seqüestro e tortura de uma equipe do jornal O Dia este ano. "Saudamos os progressos significativos na resolução deste caso, e esperamos que, dentro em breve, o julgamento permita esclarecer as circunstâncias deste drama e apurar todas as responsabilidades. Essa investigação deve servir como exemplo na luta contra a impunidade. Por outro lado, vem confirmar a existência de graves excessos na atuação das unidades de polícia, que exigem uma resposta de grande envergadura", declarou a RSF.

Vídeo de ex-marido de Suzana Vieira morto gera polêmica

“Cuidado: cenas fortes”. É dessa maneira que o site do jornal O Dia avisa sobre o conteúdo de um vídeo publicado nesta sexta-feira (12/12) sobre o ex-marido da atriz Suzana Vieira, Marcelo Silva, morto na quinta-feira, no estacionamento de um flat na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Nas imagens, cenas do corpo vestido apenas com uma cueca, com uma mancha de sangue perto da cabeça. Para o professor de direito da FMU Edson Knippel, o jornal pode ser alvo de processos judiciais.
“Essas imagens ferem o direito a intimidade, privacidade e dignidade da pessoa humana. No meu ver, a família do morto pode mover uma ação por danos morais. Houve um abuso da imprensa”, avalia. Leia matéria completa. Beba na fonte.

Com Lindolf Bell e Geraldo Vandré


Por Olsen Jr.

Já se passaram dez anos e parece que foi ontem. A última vez que estivemos juntos foi no dia 06 de junho de 1997 na Galeria Açu-açu em Blumenau. O dia amanheceu chuvoso. Encontrei a Galeria fechada e fiquei esperando um pouco. Fiz bem, ele apareceu no começo daquela tarde, vinha acompanhado do compositor Geraldo Vandré. Fomos apresentados e brinquei afirmando que aquele nome não me era estranho, o que criou um clima de descontração.

Foi somente no meio da tarde, depois de muitos cafezinhos, bom papo e risadas, algumas fotos batidas por mim e pelo Bell, que me dei conta da data, estava completando 42 anos naquele dia. Rimos da lembrança extemporânea.

Uma hora passeando pela Galeria, lembro que paramos em frente de um quadro do Martinho de Haro, representando um desenho do Dom Quixote, conversamos sobre o Victor Jara e o Estádio do Chile onde o poeta tinha sido torturado e morto. Vandré questionou a verdade daquela história o que confirmou uma dúvida de que, embora tais lapsos não ocorressem com freqüência, alguma coisa acontecia e ele parecia não ser mais o Geraldo Vandré que o nosso imaginário cultuava.

Bell fazia aniversário no dia 02 de dezembro, “Dia dos Finados”, costumava dizer que nunca tinha feito uma festa porque não fazia sentido festejar algo numa data em que todo o mundo pranteava os seus mortos. Porém, ele estava em vias de completar 60 anos e prometia não deixar a data em branco, não naquele ano. Não queria presentes, afirmou, mas a todos que convidava para a celebração, pedia que levassem livros, usados, lidos, duplicatas, enfim, com aquelas doações pretendia montar uma biblioteca em Timbó, sua terra natal.

Preparei uma caixa contendo 60 livros, de várias áreas, mais de literatura, justa homenagem ao nosso poeta mais conhecido no Brasil. Desde a década de 1970, quando vivíamos às turras por questões culturais, em todos os lugares em que fui, a primeira pessoa pela qual perguntavam quando sabiam que eu vinha de Santa Catarina, era pelo Lindolf Bell.

No dia de viajar para Timbó, recebi um telefonema afirmando que o Bell tivera um problema no coração e morrera. Já está tornando-se um lugar comum dizer que um poeta tem problemas no coração, trocadilhos à parte, todo o poeta que conheço sofre do coração.

Permaneci vários meses com aquela caixa de livros no carro. Um dia deixei com alguém em Blumenau (não consigo me lembrar quem foi), um amigo ou amiga comum que se prontificou em levar os livros até a Casa do Poeta, hoje uma referência cultural na cidade de Timbó. Well, o presente chegou ao seu destino, finalmente.

O Bell viveu a sua condição de poeta. Conheci mais dois em Santa Catarina que renunciaram às ditas comodidades de uma vida respaldada num curso universitário e uma aposentadoria posterior para depois escrever. Digo renunciaram, decidiram serem poetas em tempo integral, são eles os poetas Marcos Konder Reis e C. Ronald.

Um exemplo do modus operandi do poeta: uma vez o Bell sofreu um acidente de carro, na sua variant azul, quando foi socorrido pela polícia que pretendia levá-lo para o hospital, limitou-se em afirmar que “poeta não entra em carro de polícia”... A frase ganhou vida própria, celebrizou-se junto com ele que voltou a pé para casa.

Quando recitava poemas em praças públicas no meio da multidão, utilizando as técnicas que aprendera num curso de dramaturgia em São Paulo, Bell parecia incorporar o espírito do revolucionário russo Vladimir Maiakovski, poeta igualmente, que se valia das camisetas e dos outdoors para divulgar os seus versos e de quem se inspirava para levar avante a sua Catequese Poética, movimento inovador de inquietação e despertar de consciências.

Dez anos se passaram e continua servindo de alento a tua mensagem numa camiseta aqui em casa “Hoje, mais do que nunca (mais do que sempre) meu desamor também é amor!”.


12 dezembro 2008

RECÓRTER TUCANOPAPISTA TECE LOAS A ESCRITOR STALINISTA

"O recórter tucanopapista hidrófobo da Veja é uma gracinha. Considera Stalin, Mao e Castro grandes assassinos, o que de fato foram. Considera o Che Guevara um porco fedorento, insulto que, convenhamos, não leva a nada. Faz de sua ojeriza ao comunismo uma profissão de fé. E xinga com tal virulência os petistas, que qualquer dia terá um edema de glote. No entanto, na última edição da revista, faz uma ode a um dos mais famosos escritores stalinistas da literatura brasileira. O título diz tudo: Graciliano, o grande. Surpreendente! O recórter que vê no comunismo e no stalinismo os maiores flagelos da humanidade dá quatro generosas páginas a um... stalinista. E se alguém acha que Graciliano não era stalinista, a las pruebas me remito – como dizem nuestros hermanos". Leia artigo completo no Blog do Cristaldo. Beba na fonte.

Tribuna da Imprensa em edição especial

Os leitores da Tribuna da Imprensa que passaram nesta quinta-feira nas bancas devem ter levado um susto. O jornal saiu hoje em edição especial para homenagear as pessoas que têm manifestado solidariedade ao seu fechamento. O proprietário do periódico, Hélio Fernandes, conta que a edição tem 10 mil exemplares e o objetivo de mostrar aos leitores que “estamos atentos”. “Aos 88 anos, hoje o que eu quero é ver a Tribuna voltar. Eu não tenho o amanhã, mas a Tribuna tem”, disse Fernandes. O dono de jornal comemorou, nesta quarta, em entrevista ao Comunique-se, as muitas iniciativas de políticos e da sociedade em geral ao dar apoio à decisão de fechar momentaneamente o jornal, por causa das dívidas contraídas ao longo dos anos. “Usei há poucos dias a palavra momentaneamente e ela continua sendo a palavra de ordem para a volta da Tribuna da Imprensa”. Fernandes ainda não decidiu, mas um de seus planos é fazer com que o jornal circule semanalmente. "Isso ainda não está definido", finaliza. Do site Comunique-se.

Presos milicianos que torturaram jornalistas

Cerca de 80 policiais civis e militares participaram, nesta quinta-feira, de operação para prender milicianos acusados de envolvimento no seqüestro e tortura de jornalistas do O Dia, em diversos bairros do Rio. Segundo informações do O Globo, quatro pessoas foram presas, sendo três policiais militares, e respondem por formação de quadrilha armada. Porém, nem todos teriam participado diretamente do crime contra os jornalistas. Foram presos os PMs Fabio Gonçalves Soares, o Fabinho Catiri; Marcos Antonio Alves da Silva, o Marcos do Bope; e André Luiz de Mattos, o Cocada. O outro preso foi identificado como Nilson Bueno, o Nilson Faustão. Com eles, a polícia apreendeu um fuzil, quatro revólveres, um binóculo, uma camisa com o símbolo do Bope e um colete à prova de balas. Leia mais. Beba na fonte.

11 dezembro 2008

O campeão de sudoku e cruzadas


O campeão de sudoku e cruzadas do Plenário da Câmara

O deputado federal Ariosto Holanda (PSB-CE) está em seu terceiro mandato na Câmara, em Brasília. Ontem (10), no entanto, o deputado não parecia muito preocupado com sua função em Brasília. Enquanto o plenário votou medidas importantes, como o novo sistema que irá englobar na receita federal os trabalhadores que se encontram na informalidade, Ariosto Holanda simplesmente ficou horas jogando sudoku e preenchendo cruzadas da página de humor e entretenimento da Folha de S. Paulo. Fomos conferir as perguntas que o deputado tentava responder. Entre elas "lugar onde se enterram os mortos", "tempo de governo de um soberano", "a inscrição da bandeira da Paraíba". Pelo que dá para ver ao ampliar a fotografia, Holanda estava indo bem, com quase tudo preenchido.

Ricardo Wegrzynovski / Brasília

Denuncia contra a IURD dá Prêmio Esso à jornalista

No dia 15/12/2007, a jornalista da Folha de S. Paulo Elvira Lobato publicava a matéria “Universal chega aos 30 anos com império empresarial”. Na noite desta terça-feira, quase um ano após a publicação, veio o reconhecimento. A repórter foi a grande vencedora do 53º Prêmio Esso de Jornalismo. “Eu recebo esse prêmio como um desagravo. Essa reportagem foi alvo de 105 processos, que geraram um ônus financeiro para a Folha e um grande desgaste emocional. Eu dedico o prêmio a todos os jornalistas, porque a liberdade de imprensa é o oxigênio do jornalismo e aquela série de ações judiciais é uma ameaça a ela”, desabafa Elvira. Do comunique-se. Leia matéria completa. Beba na Fonte.

Jornalista baixa o pau no Cel. sarney

“Que homem é este que no Amapá é contra a imprensa livre e no resto do país faz pose e discurso de defensor da liberdade de imprensa?”

O transmutável coronel do Maranhão, senador José Sarney
, ao sair em defesa da Tribuna de Imprensa acabou levando um pau da jornalista Alcinéa Cavalcanti. O conhecido senador, segundo ela, "posa como um defensor dos jornalistas" enquanto usa o cargo de “todos os meios para calar as vozes que têm a ousadia de contestá-lo”. O texto foi publicado após a jornalista ter recebido da assessoria do senador uma carta em defesa do jornal A Tribuna da Imprensa. A jornalista Alcinéa Cavalcante publicou em seu blog um post criticando a postura do senador José Sarney que, segundo ela, “posa como defensor de jornalistas”

O pau...
Através de sua assessoria o senador José Sarney (PMDB) me envia matéria intitulada "Em defesa da imprensa livre" com pedido para que seja publicada aqui no meu blog.
A matéria é sobre um pronunciamento que ele fez lamentando o fechamento do combativo jornal Tribuna da Imprensa.
Mas logo o Sarney que aqui no Amapá, em 2006, pediu o fechamento de blogs, jornais e mandou tirar do ar programas de rádio. Que homem é este que no Amapá é contra a imprensa livre e no resto do país faz pose e discurso de defensor da liberdade de imprensa?
Que homem é este que no Estado que lhe dá de presente o mandato de senador usa todos os meios para calar as vozes que têm a ousadia de contestá-lo e que no resto do país posa de defensor de jornalistas corajosos? Beba na fonte.

Tribuna da Imprensa: operação salva-vidas

o proprietário da Tribuna da Imprensa, Hélio Fernandes tem contado com o apoio de muitos políticos e partidos desde que anunciou o fechamento momentâneo do jornal. “As manifestações são totais”, diz, feliz principalmente com a sugestão de Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC), de realizar uma audiência pública para tratar do caso da Tribuna da Imprensa. Leia mais. Beba na fonte.

10 dezembro 2008

Interiso....

Deu na ZH:

O Inter recebeu na tarde de ontem no Beira-Rio certificado ISO 9001. O reconhecimento foi entregue pela diretora executiva da DQS (associação alemã para certificação de sistemas de gestão), Dezée Mineiro. O clube passa a ser o único no Brasil a ter essa certificação de qualidade no serviço de atendimento ao cliente, aos colorados e visitantes que vão ao estádio.

Ainda o Figueira...

Canga.
Prá encerrar as dores que nós, "figueirenses", estamos vivendo(como dizia a avozinha:"Chegou o tempo de sofrer..."), é preciso comentar o "barrigão do ano" da CBN.
Inacreditável.
O jogo Figueira x Inter estava no final, e nós de olho e ouvidos no Náutico x Santos, que definiria nosso destino. Eis que a CBN, querendo aumentar a emoção, anunciou que entraria em link com outra emissora que acompanhava aquele jogo, para melhor vivenciarmos a coisa. E entra no ar uma emissora - DE RECIFE, CUJO LOCUTOR TORCIA CLARAMENTE PARA QUEM? PARA O NÁUTICO!
Ele falava que se os pernambucanos vencessem, chegavam à disputa da Sul Americana, e se empatassem, continuvavam na Série A.
Nós figueirenses, suando frio...
E aí tivemos que ouvir ao final, aos berros, emocionado, o dito cujo gritar repetidamente: O NÁUTICO FICA NA SÉRIE A! O NÁUTICO FICA NA SÉRIE A! ETC.., ETC..., ETC...
Pisaram na bola - nas nossas - feio, feio.
Dario

08 dezembro 2008

Caro Canga.
Ao ver tantas conquistas do Internacional RS, lembro-me de uma que é pouco citada.
Em 1975, estava em Salvador, em casa do grande escultor Mário Cravo Jr, quando assistimos à final do Campeonato Nacional daquele ano, Inter versus Cruzeiro. Jogo vencido pelo Colorado, belissimo, um a zero, gol de Flávio. Eletrizante partida.
E me lembro das palavras de Mário: "Este é um jogo histórico, pois é a primeira decisão de um campeonato nacional sem a presença de times do eixo Rio-São Paulo".
É importante lembrar isso, não?
Abraço, Dario

É isso aí Dario, o Inter tem uma história bem interessante. Só que o gol da vitória foi feito pelo Figueroa aproveitando uma batida de falta do Waldomiro. O Inter foi oprimeiro time gaúcho a vencer um Campeonato Brasileiro.
A formação era só de craques: Manga; Valdir, Figueroa, Hermínio e Chico Fraga; Caçapava, Falcão e Paulo César Carpegiani; Valdomiro (Jair), Fávio Minuano e Lula. Técnico: Rubens Minelli.

07 dezembro 2008

Até mais...

Muito bem pessoal! Vou dar uma banda no Pântano, caminhar na praia, tomar uma gelada no Mandala e comer aquela anchova maravilhosa que só eles preparam. Depois vou tentar encontrar o Mosquito, que anda pela região, para conversarmos algo "secreto", segundo ele. Tem novidades. Como sou curioso já estou caindo de banda.
Volto com fotos do passeio, da estrada, dos turistas e de outras coisas mais.
Até!

Noitadas do Roma

Recebo do meu amigo Celso Martins contatos fotográficos resgatados por ele que mostra uma das intermináveis noitadas do Roma. O Roma foi um dos bares mais tradicionais do centro de Florianópolis, ficava na esquina da Hercílio Luz com a Fernando Machado era reduto de boêmios, estudantes, políticos e jornalistas, na maioria malditos. Teve papel importante no planejamento de rotas de fuga dos estudantes da Novembrada e foi o principal reduto dos jornalistas do jornal Afinal. Nas fotos acima dois grandes companheiros do Afinal: Flávio Negão (figuraça) e Eloi Galloti.

Na retomada de César
Vamos invadir o Roma
Vamos beber pracaralho
E depois cair em coma

Essa pérola de letra era o nosso hino quando chegávamos ao bar. Cantado em altos brados na porta do Roma já anunciava uma das intermináveis noitadas com muito cigarro, alcool, discussões acaloradas e música. Bons tempos.
Catedral Metropolitana de Florianópolis. Não descobri o autor da foto, mas é belíssima!

Os idiotas chegaram mais cedo


Sábado de sol, ontem, coisa rara nos últimos tempos. Resolvi dar uma banda pelo Campeche pela manhã. Na verdade fui até o açougue na Av. Pequeno Principe e no Supermercado. A avenida já bombava de carros em direção à praia, aos supermercados, lojas e açougues. Percebi rapidamente que havia chegado o verão. A temporada. Na primeira tentativa de atravessar a rua, na faixa de pedestres, levei uma violenta buzinada acompanhada de palavões. Ri, pois achei um estresse exagerado. Na volta, pela mesma faixa, depois de atravessar a avenida, já no acostamento levei outra buzinada. O carro freiou e o que vinha atrás buzinou também. No acostamento fiquei olhando os idiotas que acabaram brigando um com o outro. Saíram cantando pneus e gritando palavrões. Desta vez já não ri. Fiquei um tanto surpreso com o movimento intenso de idiotas na avenida. Os carros, todos com placas de fora e com seus habitantes ávidos por turistiar. Logo em seguida dois rapazes, em uma moto, chutam a porta de um carro que parou com a metade em cima da pista. Mas tudo isso em apenas alguns minutos daquele sábado ensolarado. Sei que existem dois tipos de turistas: os educados e os idiotas. Daí conclui que os idiotas chegaram mais cedo.

Sobre a nota do Paulo Brito no blog do Cesar, dizendo que levou duas horas para andar menos de 10 quilômetros e ainda teve de aguentar os apressadinhos e espertos passando pelo acostamento, só posso dizer que é melhor ir se acostumando. Eu nao me acostumo e acabo, às vezes, criando situações que desaguam em agressões. A Ilha já está um inferno. E com a colaboração dos idiotas vai ficar pior. Os caras vem de férias e não se dão conta. Pensam que estão cumprindo horário nos seus empregos de merda.

Quanto à polícia, ela está aí apenas para nos achacar com multar diárias em qualquer lugar da cidade. Sexta-feira falei com o carteiro da minha rua que veio me entregar duas multas por falta de cartão dos smurfs. Ele me falou que atende apenas 4 ruas no Campeche. Entrega uma média de 50 (cinquenta!!!!!) multas por dia. Essa é a polícia do Luiz Henrique e do Dário.

06 dezembro 2008



Tive uma vez um disco do Nouvelle Cuisine. Era muito bom. Eu gostava muito. Os paulistas eram profissionais e sensíveis. Não sei em que mudança se perdeu - o disco. Já busquei os cara na internete e não encontrava referencias. Hoje topei com este clip da Marisa Monte com o Carlos Fernando Nogueira interpretando Bess, You Is My Wo que faz parte do ópera-jazz Porgy and Bess dos irmãos George e Ira Gershwin. Adorei. Meu contato direto com os Gershwin se deu através da Kibelandia. Certa tarde o Raul Caldas, no balcão, me disse: Canga, vai ali na banca da Tiradentes que tem uma promoção com uma coletânea de 4 fitas cassete dos Gershwin. Saí rápido e voltei com a caixa. Veio com as fitas e mais um livreto explicativo. Valeu Raul!

O Nouvelle Cuisine era um quinteto paulistano que fazia shows em nightclubs e boates no Rio e em São Paulo. Surgiu em 1987 e era formado na época por Guga Stroeter (vibrafone e bateria), Flávio Mancini Jr. (contrabaixo), Carlos Fernando (voz), Luca Reale (piano e clarineta) e Maurício Tagliari (guitarra). O repertório era composto por versões em "jazz acústico" de standards dos anos 30 a 50, de autores como Duke Ellington, George e Ira Gershwin, Rodgers & Hart, Charles Mingus e outros.
Saiba mais. Beba na fonte.

Foto: A caixa das fitas cassetes dos Gershwin e um compacto duplo dos Beatles que estava guardado dentro. Hey Jude e Revolution. Não tenho onde tocar.

Segredos da corrupção

Este texto é do Jornalista Vitor Hugo Soares e trouxe de contrabando do blog do Noblat.

"Segue causando estrago, estresse e polêmica, a sentença de prisão, por corrupção ativa e multa por tentativa de suborno de autoridade policial, imposta esta semana a Daniel Dantas, dono do Grupo Oportunity, e a dois de seus parceiros: Humberto Braz e Hugo Chicaroni. Estilhaços indiretos voam em muitas direções. O impacto se assemelha ao causado pelo texto sobre corrupção, publicado pela revista "FP" (Forieign Policy), uma das mais qualificadas publicações européias da atualidade, na edição espanhola novembro-dezembro, que está nas bancas de Madri, ao alcance de qualquer curioso viajante brasileiro.

Sempre haverá um fanático da objetividade de plantão a perguntar: o que tem a ver o que escreveu o juiz Fausto De Santis, da Sexta Vara Criminal Federal, em São Paulo, com o ensaio jornalístico assinado por Raymond Fisman e Edward Miguel, na revista de crescente prestígio nos círculos políticos, econômicos e acadêmicos em paises como Inglaterra e Espanha? Respondo para matar um pouco da curiosidade: os dois textos trazem ao centro do debate, questões cruciais sobre a corrupção e seus segredos mais profundamente submersos".

Vale a pena ler inteiro. Beba na fonte.

COM ESTE GOVERNO, OU VOCÊ PRESTA ATENÇÃO OU... VEJA BEM


A BOA NOTÍCIA

Liminar derruba obrigatoriedade de registro de contratos de financiamentos de veículos em cartório. (Notícia publicada no site do Ministério Público).

O DETRAN está proibido de exigir o registro em cartório do contrato de alienação fiduciária (o veículo é a garantia do financiamento) para a liberação dos documentos de um veículo e, além disso, fica impedido de editar qualquer ato administrativo com o mesmo objetivo. O Juiz de Direito da Vara da Fazenda da Capital, Luís Antônio Zanini Fornerolli, concedeu liminar, a pedido do Ministério Público de Santa Catarina, anulando os efeitos da Portaria 39/DETRAN/2008 editada pelo diretor do órgão de trânsito estadual. A multa pelo descumprimento da ordem judicial é de R$ 50 mil por dia.

A MÁ NOTÍCIA

Esta é a quinta tentativa de estabelecimento desta norma (veja histórico em arquivo anexo – power point) e, engana-se quem pensa que as partes interessadas nos mais de *R$3 milhões arrecadados mensalmente pelos cartórios com a cobrança do "emolumento" vão desistir, desta vez. Partes interessadas na cobrança: governo do Estado de SC e cartórios de registro de documentos no Estado.

*Valores estimados por Fenabrave- SC (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automores - Seccional Santa Catarina) e Sincodiv–SC (Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos no Estado de SC) em 2008.

VEJA BEM

Tramita na Assembléia Legislativa o Projeto de Lei Complementar Nº 045/08, de autoria do deputado Renato Hinnig, que regulamenta o cumprimento do art. 1.361, § 1º, da Lei Federal nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil). Agora leiam apenas uma parte do projetinho do deputado Hinnig:

Parágrafo único. Firmando o DETRAN convênio com Cartórios de Registro Civil, Títulos e Documentos e Escrivanias de Paz do Estado, a obrigatoriedade de pagamento dos emolumentos decorrentes do registro caberá, exclusivamente, ao alienante, no caso, a instituição financeira, única interessada na garantia do gravame.

A eventual aprovação do PLC de Renato Hinnig abriria as portas para a volta da cobrança da taxa, embora com o diferencial de que quem arcaria com o pagamento, num primeiro momento, seria a instituição financeira, teoricamente.

UM OUTRO CAMINHO

Embora vigorando em alguns Estados já derrubada em outros, a exigência do registro e a consequente cobrança de taxa pode ser definitivamente sepultada caso seja aprovado o Projeto de Lei 0362.2/2008, de autoria do deputado Reno Caramori que propõe o fim da farra do estado com os cartórios. A liminar concedida ao Minisério Público trata de atos administrativos. A Lei aprovada pela Assembléia Legislativa vai determinar o final de toda a polêmica. Aprovado o PLC de Hinnig, volta a cobrança da taxa. Aprovado o PL de Caramori, extingue-se a possibilidade de retornar a obrigatoriedade e a consequente cobrança de taxa.

O EMBLEMA RUBRO DA CORAGEM

Por Olsen Jr.

O título aí em cima é o nome de um livro sobre a Guerra da Sesseção nos Estados Unidos, escrito por Stephen Crane, um dos ícones da literatura norte-americana.

Veio-me à lembrança assim porque além do aspecto trágico da vida do autor (morreu tuberculoso com menos de 28 anos), e inspirado em Zola, Tolstoi, fez um grande livro, um estudo interessante sobre a alma humana e o efeito sobre ela que exerce a psicologia da multidão, os soldados no campo de batalha.

Há uma tese implícita, lembrada por Vernon Louis Barrington, de que as vitórias são acidentes, resultados de um choque cego de forças desprovidas de inteligência, antes que conseqüência de estratégia e da perspicácia militar.

Mais ainda, lembro agora, às vésperas de uma decisão de campeonato na Copa Sul-Americana: uma coisa é um conflito militar e outra, uma disputa esportiva, embora se possa destacar esse espectro do trágico e do imaginário coletivo (do atleta que está em campo e do torcedor que espera a hora do jogo) que é diferente do crítico-literário citado anteriormente, porque nesse caso, a estratégia do embate é planejada meticulosamente em função do potencial do adversário, seus pontos fracos e suas aptidões capazes de definirem a disputa. Aqui, exceto o animus individual, o que move quem está dentro do campo, tudo é visível e, portanto, passível de ser planejado e modificado mesmo (e principalmente) durante o transcorrer de uma partida se o andamento do que se vê (para o técnico) não agradar.

Ao tempo em que escrevo não se sabe ainda o resultado do jogo, uma vez que ele só começará às 22h. Sabe-se, porém, que será o primeiro jogo de futebol na América-Latina em que todos os expectadores, torcedores dos clubes, o mandante de campo e o visitante, são associados.

Estou falando disso porque desde que acordei hoje cedo, não consigo fazer nada. De vez em quando dou uma espiada no relógio. O dia está custando a passar. Percebo uma ansiedade, logo eu, que me considero um veterano. Mas é sempre assim. Tenho a sensação que logo mais entrarei em campo. Tem de começar logo, porque senão vou explodir. Coisa de louco. A carne para o churrasco está ali, tudo pronto, falta só começar o jogo, mas o tempo tarda. Não me venham com esse papo de que é apenas um jogo de futebol. Tá bom, sei que é isso mesmo, mas como é que vou explicar isso para aquele outro “eu” que é torcedor, às vezes até irracional, mas honesto? Como?

Deixei o texto nesse ponto. Concluo depois do jogo...

Agora, dez horas depois, ganhamos! O que foi aquilo? Que dureza! Rapaz, deveria ter uma forma mais fácil de se divertir nesse planeta!

A par disso, a má vontade da imprensa (paulista e carioca) com o futebol sulista é gritante. A Folha de São Paulo minimiza essa final entre o Estudiantes de La Plata e o Internacional. Afirma que o clube brasileiro só se dedicou ao torneio porque não tinha mais nada para fazer no campeonato brasileiro. Ok! Mas vejam só, supondo que o São Paulo não consiga sair vitorioso nesse final de semana, o que o São Paulo ganhou neste ano? Nada. E o Palmeiras? Além do campeonato regional, o que ganhou? Nada.

Ora, o Internacional disputou cinco torneios esse ano, ganhou três. Dois deles, internacionais (a Copa de Dubai onde derrotou o Stuttgart, campeão alemão e a Inter, de Milão, à época, liderando o campeonato italiano e hà 22 jogos sem perder e ontem, derrotou o Estudiantes, num torneio que começou com 32 equipes) então, não consigo entender essa má vontade com o futebol do Sul do Brasil. Tudo bem, sem mágoas agora, porque nós, os poeta, perdoamos, mas não esquecemos

E por que lembrei o livro do Stephen Crane ali no começo do texto? Talvez porque o vermelho da coragem seja rubro mesmo...

É isso, dá-lhe colorado! O ano que vem tem mais!

(Texto publicado originalmente no caderno cultural “Anexo”, do jornal “A Notícia”)

05 dezembro 2008

Liminar proibe achaque do Detran

O DETRAN está proibido de exigir o registro em cartório do contrato de financiamento para a liberação dos documentos de um veículo e, além disso, fica impedido de editar qualquer ato administrativo com o mesmo objetivo. O Juiz de Direito da Vara da Fazenda da Capital, Luís Antônio Zanini Fornerolli, concedeu liminar, a pedido do Ministério Público de Santa Catarina, anulando os efeitos da Portaria 39/DETRAN/2008 editada pelo diretor do órgão de trânsito estadual. A multa pelo descumprimento da ordem judicial é de R$ 50 mil por dia.

Na ação civil pública (ACP 023 08 07688-3), em que foi pedida a liminar, o Promotor de Justiça de Defesa do Consumidor de Florianópolis, Fábio Trajano, argumenta que a portaria que tornava obrigatório o registro em cartório do contrato de alienação fiduciária (financiamento que tem como garantia o próprio veículo comprado através do empréstimo) não tem amparo legal, além de não ter utilidade social, pois a publicidade que o registro no cartório quer alcançar é conseguida com a própria documentação do veículo emitida pelo DETRAN. Segundo a liminar, o ato administrativo é inconstitucional, pois somente uma lei pode obrigar o cidadão a fazer ou deixar de fazer algo. Uma portaria, como a publicada pelo DETRAN, tem validade apenas para regulamentar o serviço interno de uma repartição e não pode atingir o público externo.
Como a portaria do DETRAN foi publicada para substituir um convênio anterior, que também havia sido suspenso por ter sido considerado inconstitucional pelo Tribunal de Justiça, a liminar atende, também, a outro pedido do MPSC e impede qualquer nova tentativa de tornar obrigatório o registro dos financiamentos de veículos em cartório mediante atos administrativos.
A mesma portaria é alvo, também, de uma ação direta de inconstitucionalidade movida pelo Centro de Apoio Operacional do Controle da Constitucionalidade (CECCON).

O deputado Reno Caramori foi quem me comunicou "mais um passo para a derrubada definitiva da cobrança destaa taxa ilegal" me disse ao telefone. Caramori acompanha desde o assunto desde a primeira tentativa do governo do Estado, através do Detran e do Siredoc (Sindicato dos Cartórios) e é autor do projeto de lei que revoga a portaria do governo.

Escândalo das letras: réus ressarcirão cofres público


A 4ª Câmara de Direito Público do TJ confirmou sentença da Comarca da Capital que declarou nulo o contrato n. 96/411, firmado entre o Besc e o Banco Vetor S/A para colocação no mercado das Letras Financeiras do Tesouro do Estado. Isto porque, conforme o relator da matéria, desembargador substituto Jãnio Machado, restou comprovada a necessidade de procedimento licitatório. A ação popular foi ajuizada por integrantes da então bancada do Partido Progressista Brasileiro contra administradores públicos da época e os representantes das entidades bancárias. Segundo os autos, em 1996 o Banco Vetor foi contratado pela sua “Notória Especialização” – o que pela legislação competente dispensaria licitação – para modelagem, planejamento, estruturação e assessoramento técnico para a colocação das Letras Financeiras do Tesouro do Estado. No entanto, a especialidade – requisito fundamental para averigüar a notória especialização – seria exercida não através do Banco, como previa o contrato, mas por profissional contratado da Corretora Perfil. Assim, a prestação de serviço que seria exclusivamente obrigação do Banco Vetor envolveu, além do especialista, outras empresas. Com a anulação do contrato, condenou-se as duas instituições bancárias, juntamente com seus representantes na época, Fernando Ferreira de Mello Júnior (Besc) e Fábio Barreto Nahoun (Vetor) a indenizarem os cofres públicos pelos prejuízos que serão apurados em liquidação de sentença. Também condenados ao pagamento, o ex-governador Paulo Afonso Vieira e o ex-secretário da fazenda, Oscar Falk. Estes e Mello Júnior perderão as funções públicas que eventualmente exerçam, terão seus direitos políticos suspensos por cinco anos e pagarão multa no valor de 100 vezes a remuneração que percebiam. A decisão foi por maioria de votos. Ainda cabe recurso no próprio TJ.(Apelação cível n. 2005.035251-9)

JB fecha parceria com Gazeta russa

Em comunicado interno, a Companhia Brasileira de Multimídia (CBM) anunciou parceria entre o Jornal do Brasil e a periódico russo Rossijskaya Gazeta. A partir do início do próximo ano, a redação de cada um dos jornais vai produzir mensalmente cadernos especiais dirigidos a leitores do outro país. A idéia é mantê-los atualizados sobre assuntos de interesse das duas nações.

O chefe-executivo da Rossiijskaya, Eugene Abov, disse que a finalidade dessa parceria é “aproximar povos tão distintos culturalmente”.Do Comunique-se.

Prisioneiro cubano é eleito jornalista do ano

O jornalista cubano Ricardo González Alfonso, preso em 2003 durante a crise que ficou conhecida como “primavera negra”, quando outros 26 jornalistas dissidentes também foram detidos, venceu o prêmio Jornalista do Ano de 2008, concedido pela organização Repórteres Sem Fronteiras. O reconhecimento é pelo papel de Alfonso na defesa da imprensa independente em Cuba. Nascido em 1950, Alfonso é colaborador da agência Cuba Press e criador da De Cuba, primeira revista independente do país. Atualmente, o jornalista cumpre pena de 20 anos de prisão por ter sido considerado “um soldado dos Estados Unidos” e de lutar “contra a independência de Cuba e a sua integridade territorial”. O prêmio foi recebido pelo seu amigo Alejandro González, que também esteve preso, mas foi libertado em fevereiro. Na cerimônia, González leu uma carta de Alfonso. Saiba mais. Beba na fonte.

Temporal devastou a Ilha em 1838

Aldo Beck. Antiga Florianópolis. 1983. Vista da Cidade. Parte Sul.

Interessantíssimo o relato feito pelo major Manoel Joaquim de Almeida Coelho em 1856 sobre uma tempestade que destruiu a Ilha de Santa Catarina. O texto, que me foi enviado pelo fotógrafo Paulo Dutra, foi reeditado pelo Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina em 2005. Além da riqueza de detalhes o texto do major Manoel Joaquim é "da hora" Oportuno, principalmente no seu final:

(...) o digno deputado à Assembléia Geral Jerônimo Francisco Coelho pode ali obter que o Governo Imperial mandasse repartir pelos habitantes, a quem o temporal reduzira a penúria, 40 contos de réis; infelizmente, porém, é sabido que só vieram 20 contos, e que estes mesmo tiveram outra aplicação, muito distinta daquela que foram destinados".

"No ano de 1838, nos dias 9, 10 e 11 de março foi a Ilha, e toda a costa da Província acometida de um temporal de chuva e vento da parte de leste tão rijo, que abriu enormes rasgões pelos morros, quase toda a lavoura ficou rasa; todas quantas pontes haviam desaparecido; na capital rebentaram olhos d'água mesmo em terrenos muito elevados, algumas casas foram arrasadas e conduzidas ao mar pela força das águas; na Freguesia de Nossa Senhora das Necessidades, mais conhecida por Santo Antônio, desapareceu a casa, aliás bem construída, do tenente Joaquim José da Silva, e conjuntamente com ele ficou sepultada toda a sua família composta de onze pessoas; na Várzea do Ratones outra casa com a família de João Homem teve a mesma sorte; em outros lugares da província consta que houveram outras vítimas. O mar tornou-se, em grande distância da terra, vermelho de muito barro que recebeu; e mal se viu boiar em algumas partes animais, ou a fortuna de muitos lavradores. Muitas famílias ficaram reduzidas a penúria e miséria. Embarcação houve no porto da cidade, que virou a quilha por cima. No último dia, porém, permitiu a Suprema Providência que começasse a acalmar o temporal, e só assim porque a continuar por mais 48 horas, de certo apareceriam depois sobre a costa, especialmente da capital, só montões ou ruínas, e tal qual edifício. Mal se pode calcular o Prejuízo da Província, e menos julgar o valor das terras que se tornaram inúteis. Por Decreto da Assembléia Legislativa da Província n. 89 de 7 de abril desse ano foi a Câmara Municipal da capital favorecida com um suprimento para remediar os estragos mais sensíveis; e o digno deputado à Assembléia Geral Jerônimo Francisco Coelho pode ali obter que o Governo Imperial mandasse repartir pelos habitantes, a quem o temporal reduzira a penúria, 40 contos de réis; infelizmente, porém, é sabido que só vieram 20 contos, e que estes mesmo tiveram outra aplicação, muito distinta daquela que foram destinados".