
"Carlos Chacal" afirma em sua entrevista que na noite de 8 para 9 de maio de 1978, um avião dos Seviços Secretos Militares Italianos (Simsi) esperava na pista do aeroporto de Beitute o sinal para por em marcha o plano que previa a entrega de vários presos da Brigadas Vermelhas. Dentro do avião estava o coronel Stefano Giavannone, íntimo de Moro, e alguns membros da OLP. A operação teria sido abortada, segundo "Chacal", por culpa de um dirigente político da OLP, Bassam Abu Sharif, que teria falado demais. No dia seguinte o cadáver de Aldo Moro foi encontrado, crivado de balas, no porta-malas de um carro em Roma. "Chacal" afirma que as Brigadas Vemelhas planejavam, na verdade, um triplo seqüestro. Junto com Moro estaria o dono da Fiat, Gianni Agnelli e um juiz do Supremo Tribuna. Outra informação "bombástica" do terrorista é de que a matança da estação de trens de Bolonha, no dia 2 de agosto de 1980, provocada por uma bomba militar que deixou 85 mortos e mais de 200 feridos, "foi obra dos americanos e dos sionistas e das estruturas da Gladio", um grupo terrorista financiado pela CIA. Agentes secretos fizeram explodir, com um pequeno dispositivo, uma grande carga de explosivos que era transportada, naquele dia, por um grupo de militantes palestinos ligados à Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP). O cinematográfico "Carlos", nascido em Caracas em 1949, chamado Ilich em honra a Lenin por seu pai um advogado comunista, foi autor e inspirador de selvagens atentados na Europa nos anos 70 e 80. "Chacal" chegou a ser o centro de uma rede terrorista global que incluía grupos extremistas palestinos, alemães e anarquistas. Foi amante da célebre Magdalena Kopp, integrante do grupo anarquista Baader Meinhoff, durante 13 anos. Na sua conta está debitado o seqüestro de 70 pesoas em Viena, entre eles 11 ministros da OPEP, em 1975. Preso no Sudão em agosto de 1994, foi entregue à França, onde foi julgado e condenado à prisão perpétua em 1997.
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