07 março 2009
VATICANO E CNBB SE INSURGEM CONTRA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA
Não poucos leitores se escandalizaram pelo fato de que o padrasto estuprador da menina de Alagoinha, a 230 km de Recife, não foi excomungado pelo arcebispo Dom José Cardoso. Nem poderia sê-lo. A excomunhão, de modo geral, se estende a transgressões contra a fé. De estupro, decididamente, o Código Canônico sequer cogita.
Seja como for, tanto a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), como o Vaticano, deram total apoio às declarações do aiatolá de Olinda e Recife. Ao final do comunicado da CNBB, os bispos afirmam que não concordam com o desfecho da história "de eliminar a vida de seres humanos indefesos". Leia mais. Beba na fonte.
O nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais.
para alcançar os nossos ideais
Mostraremos que é uma grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo da nossa acção.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
as nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos os nossos propósitos mesmo que
os recursos económicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.
DEPOIS DE ELEITO
Basta ler o mesmo texto acima, DE BAIXO PARA CIMA
A tal ditabranda
Não sou "petralha" e nem esse tipo de judeu que vive do "eterno" holocausto. Sem dúvida os crimes contra a humanidade devem ser lembrados e jamais negados. Mas dizer que no Brasil não houve ditadura é de uma hipocrisia atroz. Conheci todas as ditaduras militares do chamado Cone Sul. Militei politicamente cruzando fronteiras entre Uruguai, Argentina, Chile, Paraguai e Brasil. Nunca defendi a "ditadura do proletariado" e nem qualquer outra ditaporra. Sou libertário. Lutei contra as ditaduras, contra a supressão das liberdades, contra a tortura e a perseguição. Auxiliei muitas pessoas na fuga de seus países dominados por tarados fardados. Um exemplo é o ex-militante tupamaro Nano Ayala que, através do Alto Comissariado da ONU, o enviamos, eu e o jornalista Jurandir Camargo, para a Suíça. Para tirá-lo do Uruguai em segredo e levá-lo até Porto Alegre foi um parto. A estreita colaboração entre os milicos do Cone Sul tornava a nossa empreitada muito perigosa. Isso não era "mole". Talvez para quem tenha sofrido apenas algumas censuras em seus textos jornalísticos a ditadura não tenha sido tão dura assim como foi para milhares de brasileiros que tiveram seus corpos dilacerados na tortura, parentes presos e desaparecidos e todas as suas liberdades civis suprimidas. Nào faço parte da turma dos "petralhas" e muito menos da turma dos bundões que quando deviam se manifestar calaram e hoje se manifestam tentando distorcer a história. Sobre esta polêmica com a Folha de ter chamado a ditadura brasileira de "ditabranda" acho que tem muito esquerdista fundamentalista se manifestando furioso e se aproveitando do assunto, mas isso não tira a potencialidade da repressão, da peseguição e de tudo aquilo que define realmente uma ditadura.Leia artigo do jornalista Mino Carta sobre o assunto:
Após um mês de silêncio, a “ditabranda” da Folha de S. Paulo levou Mino Carta a reativar sua Olivetti e voltar a escrever. Em artigo publicado nesta quinta-feira (05/03) no site da Carta, sob o título “Da ditadura à democracia sem povo”, o jornalista fala sobre o neologismo do diário paulista e amplia a crítica para os “jornalões” que, em seus editoriais, “invocaram a intervenção militar contra a subversão em marcha”.
“Agora a Folha de S.Paulo ofende consciências ao criar um novo vocábulo: ditabranda. Poderia dizer ditamole, soaria melhor aos meus ouvidos. Não sei quais foram os argumentos do editorial, que não li a bem do meu fígado. (...) O que a mim surpreende e acabrunha não é um editorial da Folha. Aos meus ouvidos soa normal, corriqueiro, natural. Não difere, na essência, de outros editoriais dos jornalões. Quem sabe, seja mais sincero, ou menos hipócrita”, diz em seu artigo. Leia mais. Beba na fonte.
06 março 2009
"Graças a Deus estou no rol dos excomungados", diz médica

Depois do aborto de uma menina de nove anos que foi estuprada pelo padrasto e estava grávida de gêmeos, toda a equipe médica que participou do procedimento e a mãe da criança, que o autorizou, foram excomungados da Igreja Católica. O anúncio da excomunhão foi feito pelo reconhecidamente conservador arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, e provocou polêmica. "Graças a Deus estou no rol dos excomungados", reagiu ontem a diretora do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), Fátima Maia.Leia mais. Beba na fonte.
Luiz Henrique e a renúncia
Se renunciar, como sugere seu partido, Luiz Henrique da Silveira seguira os passos de vários meliantes da política brasileira que renunciaram e hoje dão as cartas no Congresso Nacional. Leia artigo do blog a política como ela é:
Renunciar não é o fim do mundo. Collor renunciou para não ser cassado. Depois de dezesseis anos alijado do poder, ensaia o retorno, agora no comando da Comissão de Infraestrutura do Senado. Jânio renunciou esperando uma coisa e aconteceu outra, mas, passados 24 anos, se elegeu prefeito de São Paulo. Jáder Barbalho e Renan Calheiros também renunciaram, e, em tempo recorde, voltaram a dar as cartas no Congresso. A história mostra que há vida após a renúncia. Beba na fonte.
O LUGAR DO ENCONTRO
olsenjr@matrix.com.br
Foi em março de 1973 que entrei pela primeira vez na Kibelândia. O balcão do bar era de fórmica, lembrava uma mercearia, com vidro frontal, protegido por uma barra de ferro que deixava à mostra o que havia dentro. Estava nos fundos, na mesma direção da porta, o que facilitava o atendimento.
Vivíamos em uma ditadura militar e o clima não era de festa. Tinha 17 anos, recém entrado na Faculdade de Engenharia Civil da Furb e estava em Florianópolis junto com o colega, Paulo Fernando Boamar, gaúcho de Lagoa Vermelha para o “IIº Encontro de Presidentes de Diretórios Acadêmicos da Região Sul”. Naturalmente, o evento deveria ser realizado na clandestinidade, uma vez que todas as “reuniões” com fins políticos haviam sido proibidas pelo regime. Fazíamos parte da primeira turma de engenharia, não tínhamos ainda o diretório, mas com o apoio de Francisco Cannola Teixeira, líder estudantil dos outros cursos da instituição, a turma da engenharia indicou os nossos nomes para a tarefa. Isso, claro, depois do Paulo ter declarado no Jornal de Santa Catarina que um diretório não devia se limitar a só fazer carteirinhas de estudante. Como ninguém protestava em público, a insatisfação do meu colega teve conotação insurgente, estava junto com ele e nos associaram daí passei a ser diferente, um insubmisso.
Chegamos à véspera, de tarde, e fomos surpreendidos por um velório. Soubemos tratar-se de uma líder estudantil da UFSC que todos gostavam muito. A comoção era grande, difícil de suportar. Saímos logo, dormimos na Casa do Estudante onde alguém do local fazia greve de banho, o cheiro era insuportável, mas não tivemos escolha naquela noite. Na manhã seguinte ainda havia muita consternação quando alguém sugeriu que o encontro deveria ser na Kibelândia ao meio-dia.
Quando chegamos, dou de cara com o Celso Padilha (o Pinduca) vizinho e amigo desde a década de 1960 em Chapecó, estava sozinho, na segunda mesa à esquerda de quem entra. Foi uma surpresa. Sentei ali. Tínhamos muita conversa para por
O ano de 1973 foi emblemático. As peças daquele misterioso e violento quebra-cabeça só poderiam ser avaliadas muitos anos mais tarde. Politicamente começou com a quartelada chilena que depôs o presidente socialista eleito Salvador Allende, em seguida a repressão que torturou e matou o produtor de teatro e compositor Victor Jara
Na Kibelândia soubemos durante o dia que agentes ligados a repressão estavam rondando o campus, tinha alguma coisa no ar, e eles sabiam. Daí fizemos o óbvio, fomos até a antiga sede dos diretórios acadêmicos na rua Álvaro de Carvalho, com mesa de tênis de mesa e outros entretenimentos, organizamos a reunião. A idéia era a partir dos diretórios, reestrurar a UNE que deveria funcionar mesmo na ilegalidade. Naquele cenário de jogos e idéias, tudo foi muito insipiente, não saímos do papel e dos sonhos.
Mas o endereço na Victor Meirelles,98 ficou marcado. Ali conheci a Valéria (que acabou sendo personagem do conto “20 Anos Depois”) e que o Pinduca dizia ser “muita areia para o caminhãozinho dele”... Agora, se você passar por Florianópolis e quiser conhecer o lugar onde se tramou alguns dos episódios que foram vitais para o retorno à democracia no Brasil, vá até a Kibelândia, se tiver sorte, alguns daqueles personagens ainda estarão lá, diante de um copo de chope, afirmando: “Temos a nossa história para contar!”.
05 março 2009
Esse pessoal do PMDB
Ocupando pela terceira vez a presidência do senado, o novo chefe da casa, José Sarney (PMDB-AP), está na mira do presidente do PT do Maranhão, o deputado federal Domingos Dutra. A briga não é por cargos, mas sim porque o parlamentar colocou a boca no trombone para denunciar que a família Sarney é dona de 38% do município de Raposo. Os Sarney, segundo Dutra, fecharam o acesso a 15 praias do município. Leia matéria completa. Beba na fonte.
Ação de peculato contra Darci de Matos chega aoTJ
"Deferindo um pedido do Ministério Público Estadual (MPE), o juiz da 2º Vara Criminal de Joinville, João Marcos Buch, remeteu ao Tribunal de Justiça (TJ) a propositura de ação penal contra o deputado estadual Darci de Matos (DEM), para apurar a suposta prática de delito de peculato. A intenção do MPE é não deixar que Darci escape impune do episódio dos móveis desviados do almoxarifado da Secretaria de Educação. Apenas o nome de Walkiria Lídia Lennert constava como indiciada no inquérito policial entregue à Justiça. Entretanto, o promotor da 13ª Promotoria de Joinville, Assis Marciel Kretzer, entendeu que o indiciamento tão somente de Walkiria não impedia uma ação penal contra o democrata". Da Gazeta de Joinville. Beba na fonte.
AIATOLÁ DE OLINDA E RECIFE DEFENDE ESTADO TEOCRÁTICO
Ao justificar a excomunhão dos responsáveis pela interrupção de gravidez da menina estuprada em Recife, o arcebispo dom José Cardoso Sobrinho disse que, aos olhos da Igreja, o aborto é crime e que a lei dos homens não está acima das leis de Deus.
Temos aiatolá ao Nordeste. Dom José pertence a essa estirpe vulturina que – em pleno Ocidente e em pleno século XXI – ainda acredita em um Estado teocrático, onde a lei de Deus se sobrepõe à lei dos homens. Ora, não existe lei de Deus alguma, a não ser para os que nele crêem. A única lei que existe, em Estados democráticos, é a lei dos homens. Textos bíblicos não têm poder coercitivo algum, no que se refere a cidadãos. Isso sem falar que a Bíblia não proíbe o aborto. A alusão mais condenatória que nela encontramos está em Êxodo, 21:22:
“Se alguns homens brigarem, e um ferir uma mulher grávida, e for causa de que aborte, não resultando, porém, outro dano, este certamente será multado, conforme o que lhe impuser o marido da mulher, e pagará segundo o arbítrio dos juízes”. Leia mais. Beba na fonte.
Só assim...
Quadrilha de Alagoas volta ao poder
Pelas mãos do PMDB e do DEM, o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) conseguiu ontem voltar à cena política elegendo-se presidente da estratégica Comissão de Infraestrutura do Senado, ao derrotar o PT. A vitória de Collor por 13 a 10 consolidou o racha na base política do governo, fortaleceu ainda mais o PMDB e enfraqueceu politicamente o PT, que viu seu poder minguar na Casa. Pela segunda vez este ano, o PSDB se uniu ao PT e apoiou a candidatura da senadora Ideli Salvatti (PT-SC). Abandonada pelo Planalto, a petista assistiu à ofensiva do ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, em favor de Collor. Ao mesmo tempo, não contou com a ajuda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para impedir a candidatura do alagoano e as pretensões do PTB. A senadora ainda teve de amargar as manobras de última hora comandadas pelo líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), que pôs sua tropa de choque para votar contra ela.
A suposta deportação

Zuenir Ventura
Fonte:O Globo
E agora? Se não bastasse o polêmico caso da advogada brasileira Paula Oliveira, que teria simulado uma falsa gravidez e uma agressão inexistente, eis que surge outro episódio controvertido ara nos confundir e desafiar a capacidade da imprensa de separar as versões e os fatos, ou seja, de apurar. Estou me referindo à história dos pugilistas cubanos, que teriam sido deportados em 2007, depois de abandonarem a delegação de seu país durante os Jogos Pan-Americanos. Ao contrário do que sempre foi noticiado, um deles, Erislandy Lara, acaba de revelar que ele e seu colega Ghillermo Rigondeaux decidiram retornar a Cuba por vontade própria e que Lula lhes ofereceu refúgio. “Ele me tratou bem, me ofereceu tudo que podia fazer e me perguntou se eu queria ficar no Brasil. Eu disse que não, que ia voltar para ficar no Brasil. Eu disse que não, que ia voltar para Cuba”. No dia seguinte, o Ministério da Justiça divulgou nota desmentindo que tivesse havido a conversa com o presidente, mas aceitando com prazer as outras afirmações. Nos dois episódios, nós, jornalistas, fomos manipulados por hipóteses e suposições. Leia mais. Beba na fonte.
Nada mais normal
Colunista é demitido por desacordo com a posição política de jornal em PE
Após 22 anos trabalhando no Jornal do Commercio de Pernambuco (JC), o colunista Inaldo Sampaio foi demitido. O motivo alegado pela empresa teria sido a incompatibilidade entre a linha política do jornal e a sua coluna, Pinga Fogo. “Eu suponho que foram dois comentários que eu fiz sobre a entrevista do Jarbas Vasconcelos para a Veja. Em função disso, o jornal achou que eu estava em desacordo com a posição política da empresa. Pelo menos foi essa justificativa que me deram”, explica Inaldo. Leia mais. Beba na fonte.
Nada mais normal que a demissão de um colunista que se posiciona contra a ideologia do patrão. Qualquer órgão de imprensa representa "a voz do dono". O resto é a velha enganação de discurso de independência, ética jornalística blá blá blá...
Vai aí uma mal cantada O dono da voz
Iara Germer volta ao palco
04 março 2009
O covarde e o Mosquito
Tem um babaca infernizando a vida do Mosquito. Já invadiu o domínio do cara, apagou postagens, colocou mensagens falsas na página do inseto e agora envia este e-mail acima, fazendo ameaças tipo "semana que vem não será apenas o bloguinho que será apagado". O Muska disse que já identificou o IP do mala e que vai pedir proteção à polícia. Acho que deve, mas não acredito que corra risco de vida. Esse tipo de covarde é como portão de lata: puro barulho.Tá lá na Wikipédia: Covardia é um vício que, convencionalmente, é visto como a corrupção da prudência, oposto a toda coragem ou bravura. É um comportamento que reflete falta de coragem; medo, timidez, poltronice; fraqueza de ânimo; pusilanimidade ou ainda ânimo traiçoeiro.
Como agem os meliantes do PMDB
O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ganhou fama no Congresso como o mais pragmático dos parlamentares a por os pés ali nos últimos anos. Por pragmático, entenda-se o que cobra caro, caríssimo, por seu voto e pelo voto dos que o seguem. Nada Cunha vota de graça. Com ele não tem essa de votar levando em conta "os superiores interesses do país", nem mesmo os mais legítimos interesses do governo que apóia sob condições. A Cunha, como a ninguém, aplica-se com perfeição a máxima de São Francisco: "É dando que se recebe". Matéria completa no blog do Noblat. Beba na fonte.
Biografia de Roberto Carlos
O desembargador Jorge Luiz Habib, da 18ª Vara Cível do Rio, pediu vista, nesta terça-feira, no processo em que Paulo César Araújo solicita que a biografia não-autorizada de Roberto Carlos volte às livrarias. Em uma semana, a decisão deverá ser tomada. O jornalista e autor de “Roberto Carlos em detalhes” luta sozinho na Justiça para que a obra possa ser comercializada. Luiz Habib pediu mais tempo para analisar os autos. “Ele não estava seguro do voto. Isso foi bom porque os outros [desembargadores] terão mais tempo para pensar também, o que mostra que o assunto é complexo e polêmico”, disse Araújo, em entrevista ao Comunique-se. Leia mais. Beba na fonte.
03 março 2009
Os bandidos começa a agir
A punição ao senador e ex-governador de Pernambuco coincidiu com o anúncio de que ele ocupará nesta terça a tribuna para atacar a corrupção e a impunidade.Leia matéria completa no site Último Segundo. Beba na fonte.
